Decisão sobre caso Jean Charles é adiada

A decisão do Ministério Público britânico (CPS, ou Crown Prosecution Service, em inglês) sobre o possível indiciamento de policiais envolvidos na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes foi adiada e não deve acontecer antes de junho, segundo o órgão. Em janeiro, uma comissão de enviados do governo brasileiro a Londres ouviu do CPS que a decisão de abrir ou não processos criminais no caso aconteceria em abril. ?Estamos agora num estágio da análise das investigações em que podemos dar uma indicação mais bem informada sobre quando nossa decisão será tomada?, diz um comunicado do CPS. ?Embora esperássemos ter tomado nossa decisão até a Páscoa, isso não é mais realista. A decisão neste caso tem mais chance de ser tomada no começo do verão (início do inverno no Brasil)?, conclui o comunicado. Crítica Alessandro Pereira, um dos primos de Jean Charles que mora em Londres, criticou o adiamento da decisão do CPS. ?Isso não é bom, porque ficam empurrando uma decisão cada vez mais para a frente?, disse ele à BBC Brasil. Para ele, o inquérito sobre o caso ?começou errado e vai continuar errado?. Jean Charles foi morto a tiros por policiais à paisana na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres, em 22 de julho de 2005, dia seguinte aos ataques a bomba frustrados ao sistema de transporte da cidade. O CPS analisa desde janeiro um relatório sobre a morte do eletricista brasileiro preparado pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês) após seis meses de investigações. Essa análise deve determinar se serão abertos processos criminais e eventualmente identificar os supostos responsáveis por confundir Jean Charles com um terrorista. Segundo o jornal Daily Mail, até dez policiais poderiam ser alvo de processos criminais pela morte de Jean Charles. Um segundo relatório da IPCC, que investiga a conduta dos comandantes da polícia após a morte de Jean Charles, também é esperado para abril.

Agencia Estado,

31 Março 2006 | 09h28

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