Declaração contra bombas de fragmentação é aprovada por 88 países

Documento indica que signatários apóiam proibição destas armas, cujas vítimas são principalmente civis

Efe,

22 de fevereiro de 2008 | 06h05

Oitenta e oito países que participaram esta semana da Conferência Sobre Bombas de Fragmentação, na Nova Zelândia, assinaram nesta sexta-feira, 22, a Declaração de Wellington a favor da proibição deste tipo de arma. A Declaração indica que os signatários apóiam a proibição destas armas, consideradas um perigo inaceitável para a população civil. O ministro da Defesa neozelandês, Philip Bruce Goff, disse que foram realizados avanços no tema em Wellington, e que os pontos nos quais não houve acordo serão resolvidos na próxima reunião do grupo, que ocorrerá em Dublin, em maio. A assinatura do documento é um novo passo dentro do chamado "Processo de Oslo", e tem como objetivo abrir caminho para a assinatura de um tratado final na capital irlandesa. O processo se iniciou há um ano, na Noruega, com o objetivo de tornar ilegal o uso das bombas de fragmentação, consideradas "as armas convencionais mais mortíferas", pois 98% de suas vítimas são civis. Estados Unidos, Israel, Rússia, China, Índia e Paquistão, os principais produtores das bombas de fragmentação, não participaram da conferência de Wellington.

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