Declaração final de Cúpula das Américas causa polêmica

Antes mesmo do início da 5ª Cúpula das Américas, instaurou-se uma polêmica sobre a declaração final do encontro. O conteúdo do texto, porém, segue um mistério. A Cúpula das Américas começa hoje, em Trinidad e Tobago, e segue até domingo. Mas já ontem alguns líderes demonstraram seu descontentamento com a declaração. O mais recente rascunho da chamada Declaração de Compromissos foi difundido em julho de 2008. Desde então, foram realizadas negociações entre os 34 governos representados, sem que fossem tornados públicos avanços nessas conversas.

AE-AP, Agencia Estado

17 de abril de 2009 | 12h28

O segredo provocou denúncias de grupos da sociedade civil presentes à cúpula, que foram convidados a propor ideias para a declaração. Vários deles se retiraram brevemente ontem de um diálogo com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, mas mais tarde retornaram. "A Anistia Internacional tem graves preocupações pela forma como esta Cúpula está procedendo", declarou Alex Neve, secretário-geral dessa entidade no Canadá e um dos participantes da chamada sociedade civil no encontro.

As divergências chegaram inclusive aos governos. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que ele e outros líderes não firmaram a declaração porque ela tem enunciados de apoio à OEA, organização que o venezuelano já disse que "deve desaparecer". Mesmo que alguns governantes não firmem a declaração final, a cúpula não deve sofrer maiores consequências por isso, segundo funcionários envolvidos com a reunião. Eles disseram que, nesse caso, o texto poderia ter uma anotação na margem, apontando que alguns dos presidentes não o endossam. Jeffrey Davidow, auxiliar especial do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para a cúpula e ex-embaixador do México e da Venezuela, considerou que as críticas de Chávez à declaração estavam "fora de lugar".

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