Declaração final dos Brics deverá citar crise na Ucrânia

Texto pedirá respeito à Carta das Nações Unidas e condenará sanções impostas sem a autorização da ONU

Lisandra Paraguassu, João Villaverde, Adriana Fernandes - Enviados Especiais / Fortaleza, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 14h35

FORTALEZA - A declaração final da Cúpula dos Brics deverá citar nominalmente a crise na Ucrânia. O texto acertado pelos negociadores pede respeito à Carta das Nações Unidas, aos direitos humanos e pede diálogo para solução da crise.

O texto deverá conter também uma condenação a sanções impostas a países sem a autorização das Nações Unidas. No entanto, o texto será cuidadoso o suficiente para não condenar nenhum dos lados envolvidos na crise.

O governo brasileiro preferia não entrar na questão ucraniana, mas foi voto vencido e considera que o texto ficou equilibrado. De acordo com um alto funcionário envolvido nas negociações, o documento "ficará bom para todo mundo".

O texto é vitória do presidente russo, Vladimir Putin, que vê essa reunião dos Brics como uma forma de mostrar ao mundo que seu país não está isolado, especialmente depois das sanções impostas pelos Estados Unidos e União Europeia.

Os russos pediam uma declaração conjunta sobre o tema e acionaram os Brics outras vezes, especialmente antes da votação nas Nações Unidas que daria o aval às sanções contra o país. Em uma declaração antes de deixar Moscou para vir ao Brasil, Putin afirmou que via no bloco a possibilidade de uma articulação para contrabalancear o poder americano no mundo.

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