Brendan Smialowski/AFP<br>
Brendan Smialowski/AFP

Decreto de Obama impedirá separação de famílias, diz agência

Presidente anunciará nesta quinta-feira pacote de mudanças que fará ao sistema de imigração e beneficiará cerca de 4 milhões de pessoas que vivem ilegalmete nos EUA

O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 19h05


WASHINGTON - Um dos objetivos do decreto sobre a imigração a ser anunciado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quinta-feira, 20, é impedir a separação de famílias, segundo trechos do pronunciamento antecipados pela agência Associated Press. As medidas para alterar o sistema de imigração do país serão detalhadas pelo presidente e beneficiarão cerca de 4 milhões de imigrantes que vivem em situação ilegal nos EUA. O pronunciamento será feito na Casa Branca, às 20h (23h horário de Brasília).

De acordo com pessoas que tiveram acesso ao plano de Obama e foram ouvidas pelas agência, as mudanças devem abranger oito grandes áreas e beneficiar grande parte dos cerca de 11 milhões de imigrantes que vivem na clandestinidade nos EUA. 

Entre os destaques, está a nova prioridade para deportações que, entre outros aspectos, protegerá imigrantes ilegais que tenham filhos com cidadania americana ou com visto regular de moradia no país. Veja as principais mudanças, segundo a AP:

- Pais 

Proteger cerca de 4,1 milhões de imigrantes que estão ilegalmente nos EUA da deportação e torná-los aptos a trabalhar, desde que tenham algum filho com cidadania americana ou com visto regular de permanência, não importando se a criança for menor. Os pais precisam viver nos EUA há cinco anos

- Crianças

Ampliar o programa voltado para crianças que chegam ao país, lançado em 2012. A medida blinda contra deportação os menores que foram levados ilegalmente aos EUA quando eram crianças. Obama estenderá o programa para menores que chegaram antes de 2010 ante o atual ponto de corte, de 2007. Também deve acabar o limite de 31 anos para ter direito ao benefício. Até 250 mil podem ser beneficiadas

- Nova prioridade para deportações

Diminuir a prioridade de deportação para pais de crianças com cidadania americana ou com visto regular de permanência que estejam nos EUA há menos de 5 anos ou outros imigrantes que estejam ilegalmente no país por mais de 10 anos. A nova política enfatizará a deportação para casos de entrada recente no país e para criminosos

- Reforço da lei

Substituir o "Programa de Segurança Comunitária", que entrega pessoas fichadas por crimes locais para autoridades federais. O novo programa chamará "Programa de Reforço Prioritário" e terá diferentes níveis de prioridade de acordo com o motivo pelo qual o imigrante foi detido

- Segurança na fronteira

Empregar mais recursos para os esforços na fronteira EUA - México

- Salários

Aumentar o pagamento para funcionários da Imigração e da Alfândega, que terão um papel de maior importância com o reforço das leis

- Programas de negócio

Fazer outras mudanças solicitadas por empresários em relação aos imigrantes, como um programa de liberdade condicional que poderia beneficiar centenas de milhares de pessoas

- "Green Card"

Afrouxar requisitos de elegibilidade para um programa de isenção que beneficiaria pessoas que tentam obter um Green Card, a autorização permanente para morar nos EUA. Hoje, pessoas que entraram ilegalmente nos EUA devem deixar o país por no mínimo 10 anos antes de entrar na fila para o Green Card caso não sejam beneficiadas pelo programa de isenção

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