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Decreto de Trump impede portadores de Green Card de voltarem aos EUA

Medida atinge cidadãos de Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen; refugiados já foram detidos em aeroportos neste sábado

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2017 | 16h19

WASHINGTON - Autoridades federais dos Estados Unidos informaram neste sábado, 28, que qualquer cidadão de Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália ou Iêmen, que não seja americano nato, será impedido de entrar no país. De acordo com o governo americano, o decreto assinado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira vale até mesmo para os cidadãos com visto de residência permanente (portadores do chamado "Green Card") e pessoas com visto de entrada nos EUA.

Refugiados que estavam a caminho dos EUA quando Trump assinou o decreto proibindo-os de entrar no país foram barrados e presos na manhã deste sábado em aeroportos do país. Com a medida, que impõe uma proibição de três meses à entrada de refugiados dos sete países de maioria muçulmana, residentes dos Estados Unidos que tenham o Green Card e tenham deixado o país ficam impedidos de retornar durante o período de restrição.

Segundo uma fonte do governo que falou sob a condição de anonimato, a única exceção diz respeito a imigrantes e residentes legais cuja entrada nos Estados Unidos seja considerada de interesse nacional. Não está claro, porém, quando essa exceção será aplicada. Pessoas com Green Card ou visto americano que já estejam nos EUA poderão continuar no país, de acordo com essa autoridade federal.

Companhias aéreas de várias partes do mundo estão sendo notificadas para que impeçam passageiros atingidos pela medida de embarcar. A empresa holandesa KLM informou que recusou sete potenciais passageiros porque eles não seriam aceitos nos Estados Unidos diante da proibição imposta. Os passageiros embarcariam pela KLM vindos de diversos países do mundo e a nacionalidade deles não foi informada. / AP

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