Tony Gentile/Reuters
Tony Gentile/Reuters

Defesa alega que capitão do Costa Concordia não é perigoso

Advogado pediu que prisão domiciliar de Schettino seja revogada

Ansa,

26 de janeiro de 2012 | 10h07

FLORENÇA/ILHA DE GIGLIO - O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, não representa perigo e muito menos 'concreta possibilidade' de que possa voltar a se envolver em uma situação semelhante à do naufrágio, alegou sua defesa, ao pedir que a prisão domiciliar seja revogada.

O advogado Bruno Leporatti apresentou um recurso de revisão da sentença e afirmou que o "risco de recorrência não pode ser deduzido somente pela gravidade do fato e nem por uma suposta personalidade negativa do réu".

Segundo ele, "é necessário que para a formação de um juízo de periculosidade social, [a Justiça] recorra a outros elementos concretos, de natureza lógica ou factual, que evidenciem o efetivo perigo".

Leporatti ainda afirmou que "além de ter que definir uma personalidade propensa à imprudência, à negligência, à inobservância das regras, para poder considerar a existência de um perigo real de repetição de conduta negligente é necessário uma concreta possibilidade possa voltar a se envolver em situações semelhantes àquela da infração e que possa ter cometido anteriormente os mesmos erros".

Ontem o chefe da Defesa Civil, Franco Gabrielli, afirmou que, "pelo tempo transcorrido e pelas condições dadas, pensar em encontrar alguém ainda vivo seria um milagre, mas continuaremos realizando as buscas no navio".

Por sua vez, o Ministério do Exterior de Berlim confirmou o reconhecimento de duas vítimas alemãs entre os dezesseis corpos já encontrados, sem que fornecessem outras informações sobre suas identidade.

Entre os dois haveria um alemão do qual as autoridades italianas já haviam adiantado o desaparecimento. De acordo com a pasta, a lista de cidadãos alemães ainda não encontrados chega a dez.

 
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