Defesa britânica considera operação no Afeganistão um sucesso

Comandante das tropas disse que talebans deixaram a área, que está segura até as eleições de agosto

Associated Press,

27 de julho de 2009 | 14h36

O ministério da Defesa do Reino Unido informou nesta segunda-feira, 27, que a ofensiva contra campos do Taleban no Afeganistão foi um grande sucesso. A ofensiva ocorre antes das eleições no país árabe, que serão realizadas em 20 de agosto.

 

O brigadeiro Tim Radford, comandante de 9 mil soldados britânicos no Afeganistão, disse que a missão de cinco semanas expulsou insurgentes de uma área considerada de suma importância na província de Helmand no sul do país.

 

O militar disse que quase todos dos cerca de 500 militantes que estavam na área fugiram, se renderam ou foram mortos. A operação tinha o objetivo de tornar a área segura antes das eleições.

 

Em julho, 20 soldados britânicos morreram no Afeganistão, mas a maioria dos casos ocorreu em missões diferentes desta. Radford não disse quantos guerreiros taleban foram mortos, mas afirmou que a milícia sofreu perdas significantes.

 

Responsáveis pela paz

 

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, atribuiu às autoridades afegãs, e especialmente ao presidente que for eleito no pleito de agosto, a responsabilidade final de conseguir uma paz duradoura no país.

 

O secretário do Foreign Office escolheu a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para pronunciar um discurso sobre a estratégia aliada e da comunidade internacional no Afeganistão, em um momento muito difícil para os soldados britânicos no local.

 

"Estamos em uma encruzilhada para a história do Afeganistão e nosso trabalho aqui. As eleições de 20 de agosto têm que ser críveis e inclusivas", disse o chefe da diplomacia britânica perante um auditório composto de embaixadores, militares e jornalistas.

 

Após lembrar que os Aliados estão "fazendo tudo o que podem para garantir que o processo seja o mais justo possível", advertiu que a chave está nos próprios governantes afegãos.

 

"Em último caso, o que decidirá se estas eleições marcarão um giro não é só se os candidatos apresentarão programas claros, mas se são capazes de aplicá-los", afirmou.

 

Para Miliband, "a mudança maior neste momento deve consistir em que o Estado afegão assuma mais responsabilidades".

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