Defesa Civil prepara plano para atender vítimas de ataques

A Secretaria Nacional de Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração Nacional, antecipou em um mês a reunião com representantes de todos os estados e solicitou preparação de um plano de emergência para atender vítimas de um eventual ataque terrorista. Hoje, o secretário José Wilson Pereira pediu a cada representante da defesa civil nos municípios um levantamento dos meios disponíveis para auxiliar a população. Entre os dados considerados fundamentais destacam-se a disponibilidade de leitos em hospitais, máquinas que podem funcionar como escavadeiras para recolher escombros, tipo e total de vacinas em estoque no País. "Temos obrigação de nos antecipar porque a ameaça de ataques terroristas existe, embora não seja iminente", declarou Pereira. "Não é para haver pânico, mas não podemos descartar a possibilidade de sermos um alvo", comentou o secretário que ainda defende a mobilização da sociedade. O secretário informou que o governo pretende lançar uma campanha de esclarecimento à população, a exemplo do que já se faz em relação à Angra dos Reis, orientando a população como agir em caso de acidente nuclear. "As pessoas precisam saber como se comportar em todo tipo de calamidade." Pereira ainda defendeu o desenvolvimento de uma cultura de prevenção de desastres, que "em muitos países é natural". Para o secretário, é preciso que as coordenadorias de defesa civil envolvam a sociedade local neste esforço porque, só assim a preparação e posterior mobilização da população dariam resultado. Atualmente, segundo o secretário, somente 1.800 cidades contam com alguma estrutura de defesa civil entre os 5.507 municípios brasileiros. Os representantes dos estados que participam do encontro em Brasília, no entanto, contestam esse número. Mesmo assim, não ultrapassaria em dois mil o número de coordenadorias de defesa civil em cidades. "O ideal é que cada um deles tivesse uma estrutura montada para qualquer tipo de emergência." Radioamadores Uma das palestras no encontro foi feita pela Liga Brasileira de Radioamadores. Eles explicaram como esse grupo está auxiliando vítimas dos ataques terroristas, e como poderiam cooperar em ações de combate a desastres e calamidades, facilitando as comunicações interpessoais e entre instituições, enquanto os telefones e a internet estiverem desligados, como aconteceu no atentado às torres de Nova York. Leia o especial

Agencia Estado,

09 Outubro 2001 | 18h39

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