Defesa de McVeigh pede adiamento da execução

Os advogados do terrorista convicto norte-americano Timothy McVeigh pediram nesta quinta-feira o adiamento de sua execução, marcada para 11 de junho. McVeigh foi condenado à morte pelo atentado à bomba contra um prédio federal em Oklahoma City, em 1995, que deixou 168 mortos e centenas de feridos. O adiamento da execução por injeção letal foi pedido porque o FBI reconheceu que possui milhares de documentos sobre o caso que não foram colocados à disposição dos advogados de McVeigh durante o julgamento. As leis norte-americanas determinam que as autoridades policiais disponibilizem todas as evidências tanto para a acusação quanto para a defesa. De acordo com o advogado Robert Nigh, um dos defensores de McVeigh, é possível que os documentos em poder do FBI mostrem que havia outras pessoas envolvidas e que, neste caso, o júri poderia não tê-lo condenado à morte. "Se havia outras pessoas envolvidas, e a evidência de seu envolvimento é crível, então essa evidência é algo que o júri de Tim McVeigh certamente quereria ter visto", disse o advogado. O pedido de adiamento foi uma mudança radical na postura de McVeigh, que em dezembro de 2000 resolveu abandonar todas as possibilidades de recurso. No documento, McVeigh acusa o governo dos Estados Unidos de esconder evidências em uma "fraude judicial" que impossibilitou que ele recebesse um julgamento justo. O juiz Richard Matsch marcou uma audiência para a próxima quarta-feira e pediu à promotoria que emita uma resposta até a noite de segunda-feira. Nas horas que antecederam a audiência, McVeigh reuniu-se com seus advogados na Penitenciária Federal de Terre Haute, e decidiu seguir em frente com o pedido.De acordo com Robert Nigh não foi uma decisão fácil. "Ele estava preparado para morrer."

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