Defesa de suspeito de 11/9 quer ouvir testemunha presa nos EUA

Os advogados de defesa do primeiro suspeito dos atentados de 11 de setembro de 2001 a ser levado a julgamento exigiram que a corte faça novas tentativas de ouvir o testemunho de supostos membros da Al-Qaeda detidos nos Estados Unidos, sob o argumento de que tais testemunhas poderiam ajudar a comprovar a inocência de seu cliente.Em particular, os advogados de defesa de Mounir el-Motassadeq disseram necessitar do depoimento de Ramzi Binalshibh, que era amigo de seu cliente e suspeito de liderar o seqüestrador Mohamed Atta, assim como outros membros da célula de Hamburgo da rede extremista Al-Qaeda."Ele é ?A? testemunha. Ele pode esclarecer tudo", garantiu o advogado Hans Leistritz. "Sem ele, nunca saberemos o que realmente aconteceu."Binalshibh, um iemenita detido no Paquistão quando os atentados completaram um ano, está preso nos Estados Unidos, numa localidade não-revelada. Acredita-se que fosse o principal contato entre a célula de Hamburgo e a cúpula da organização Al-Qaeda.El-Motassadeq, um marroquino de 28 anos, pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado das acusações de associação a uma organização terrorista e mais de 3.000 acusações de ajuda para homicídio.O Departamento de Justiça dos EUA já rejeitou em duas ocasiões os pedidos para que Binalshibh deponha, alegando que ele ainda não foi julgado pelos tribunais americanos. Também foram rejeitadas pelos EUA duas petições de depoimentos de outros dois suspeitos, em favor do mesmo réu.

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