Defesa do ex-motorista de bin Laden finaliza argumentos

A equipe de advogados do primeiro detento julgado por crimes de guerra na prisão norte-americana da Base Naval de Guantánamo, em Cuba, finalizou hoje seus argumentos de defesa, após submeter ao júri testemunhos escritos de outros dois importantes suspeitos de terrorismo como sua prova final de defesa. O júri de seis oficiais militares escutou duas semanas de provas e argumentações no caso contra Salim Hamdam, o ex-motorista do líder terrorista Osama bin Laden, e deverá ouvir os argumentos finais na segunda-feira, antes de começar as deliberações.Hamdam, um iemenita, poderá ser condenado a uma pena de prisão perpétua se for considerado culpado de conspiração e terrorismo. Seu julgamento é o primeiro por crimes de guerra, nos Estados Unidos, desde o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Os advogados de defesa afirmam que os depoimentos escritos de dois outros suspeitos de terrorismo, também presos em Guantánamo, ajudarão a provar que Hamdam não teve papel na conspiração terrorista para os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA. Um dos dois depoimentos escritos foi dado por Khalid Sheikh Mohammed, considerado um dos mentores dos ataques.Acusado de ter sido o número três na estrutura de poder da rede terrorista Al-Qaeda, Mohammed afirmou que Hamdam não tinha conhecimento prévio sobre qualquer ataque terrorista. "Ele não era um soldado, ele era o motorista", disse Mohammed sobre Hamdam. "Ele não estava com a ideologia de Osama bin Laden. Ele apenas buscava dinheiro e prazer nesta vida", escreveu.Waleed bin Attash, outro suspeito de terrorismo preso em Guantánamo que também depôs sobre Hamdam, e Mohammed não irão pessoalmente ao tribunal e invocaram seus direitos contra a auto-incriminação. Mas concordaram em fazer os depoimentos escritos. Hamdam foi capturado em novembro de 2001 no sul do Afeganistão. Ele é acusado de transportar armas para a Al-Qaeda e ajudar bin Laden a fugir.

AE-AP, Agencia Estado

01 de agosto de 2008 | 17h16

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