Defesa pede absolvição dos acusados de ataques em Madri

Advogados negam provas contra seus clientes por ataque que matou 191, em 2004

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

Os advogados dos 28 acusados pelos ataques de 11 de março elevaram nesta segunda-feira, 11, a definitivas suas conclusões provisórias e pediram a absolvição de seus clientes, assim como a nulidade das atuações, e um deles anunciou que apresentará recurso de amparo ao Tribunal Constitucional por impedimento de defesa.A defesa fez esta reivindicação no 46º dia do julgamento pelos atentados de 11 de março de 2004, que mataram 191 pessoas, em um processo judicial que está em sua reta final.Os advogados dos 28 acusados pediram a absolvição de seus clientes por considerar que os crimes dos quais são acusados não foram comprovados. A princípio eram 29 acusados, mas em 4 de junho o tribunal absolveu Brahim Moussaten e retirou todas as acusações feitas contra ele.O advogado que representa o acusado Rafa Zouhier pediu que seja aplicado ao réu o atenuante de confissão e de arrependimento caso seja condenado. A Promotoria pede 38.958 anos de prisão para Zouhier, por considerar que foi a figura "determinante" para a obtenção dos explosivos do 11 de março, procedentes de uma mina de Astúrias, no norte da Espanha.A advogada que defende Sergio Álvarez, também relacionado com os explosivos, anunciou que apresentará um recurso ao Tribunal Constitucional por violação do artigo 24 da Constituição espanhola, que, entre outros, prevê o direito à presunção da inocência.Além disso, a advogada considera que houve um impedimento de defesa em relação a seu cliente.A defesa de Rachid Aglif aderiu ao pedido dos advogados de solicitar a nulidade das atuações e reivindicou que se retirem os depoimentos de "certas testemunhas e alguns peritos" que compareceram na audiência oral.A advogada de Antonio Ivan Reiss, acusado de transportar parte dos explosivos, propôs que, se o réu for condenado, que se leve em conta o atenuante de medo insuperável.A defesa de um dos considerados ideólogos dos atentados, Rabei Osman El Sayed, "O Egípcio", pediu a absolvição de seu cliente e a nulidade da causa, além de solicitar a invalidade da comissão rogatória feita com seu cliente na Itália, país onde foi detido em 7 de junho de 2004.

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