AAREF WATAD / AFP
AAREF WATAD / AFP

Defesas antiaéreas sírias abatem mísseis no espaço aéreo de Damasco

Não foi informado se os ataques deixaram vítimas

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2020 | 05h24

DAMASCO - As defesas antiaéreas da Síria interceptaram e abateram na manhã desta sexta-feira, 14, vários mísseis "hostis" das Colinas de Golã ocupados por Israel no espaço aéreo de Damasco, o segundo caso em uma semana, como informou a agência estatal SANA.

"Uma fonte militar anunciou que, às 23h45 (horário local) na quinta-feira, o Exército observou mísseis hostis do Golan sírio ocupado e imediatamente as defesas antiaéreas do exército os interceptaram e abateram vários deles antes de atingirem seus alvos", disse a SANA.

Ele acrescentou que ocorreu "no espaço aéreo de Damasco", sem oferecer mais detalhes sobre se houve vítimas ou onde foram atingidos. Ao contrário do ataque da semana passada, a Síria não acusou diretamente Israel de realizar esse ataque desta vez. Até agora, Israel não se pronunciou sobre essa informação.

No entanto, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, uma ONG sediada no Reino Unido, mas com uma grande rede de colaboradores em campo, disse que é "um bombardeio israelense contra posições da milícia iraniana perto do Aeroporto Internacional de Damasco".

Ele disse que alguns mísseis "alcançaram seus objetivos", embora "a maioria deles tenha sido derrubada" pelas defesas aéreas da Síria.

No dia 6, a Síria acusou Israel de lançar "vários mísseis" contra os arredores de Damasco e a província de Deraa, ao sul, aos quais respondeu abatendo a maioria deles, que também visava posições iranianas e sírias no país.

Nesse atentado, segundo o Observatório, pelo menos 23 milicianos pró-iranianos e membros das tropas sírias morreram.

Além disso, esse ataque fez com que um avião com 172 passageiros a bordo de Damasco aterrisasse na base aérea russa em Hamimim, na província síria de Latakia, para o ataque israelense com mísseis aéreos contra os subúrbios do país. Capital síria, de acordo com o Ministério da Defesa da Rússia.

As autoridades israelenses consideram o Irã um inimigo forte, e a República Islâmica do Irã é um dos principais aliados do governo sírio do presidente Bachar al Asad. O governo sírio, por seu lado, instou a ONU em várias ocasiões a tomar medidas para deter Israel e impedir que repita esses ataques. / EFE

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