Delegação da UE tenta conversar com paquistaneses

Uma delegação da União Européia chegou hoje ao Paquistão para tentar ajudar o governo do país, que enfrenta resistência da população de maioria islâmica por apoiar os EUA contra o terrorista Osama bin Laden e o Afeganistão. A delegação quer dizer à população paquistantesa que a luta dos EUA e dos países aliados é contra o terrorismo, e não contra o Islã. "Nós sabemos que os fanáticos, nos últimos dias, desfiguraram a imagem do Islã. Nós sabemos que não se pode julgar os muçulmanos por esses atos tolos", disse o comissário de Relações Exteriores da UE, Chris Patten. O grupo pretende conversar com funcionários paquistaneses sobre o crescimento da crise humanitária dentro do Afeganistão e os problemas sociais e econômicos do Paquistão. "Nós apreciamos a brava decisão (de apoiar os EUA) que o presidente e o povo do Paquistão tomaram", disse Patten. Javier Solana, chefe de segurança da UE, disse que a delegação pedirá para que o Paquistão coopere fornecendo dados de inteligência e cortando elos financeiros da organização de Bin Laden, a Al Qaeda (A Base), no Paquistão. "Só então nós teremos um mundo mais seguro e mais estável", Solana afirmou. A delegação é liderada por Louis Michel, ministro do Exterior da Bélgica, que está na presidência da União Européia, e ainda irá visitar o Irã, a Arábia Saudita, Egito, Síria e Jordânia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.