Delegados vão a São Tomé para dissuadir golpistas

Três delegações desembarcaram hoje em São Tomé e Príncipe para tentar persuadir os militares que tomaram o poder esta semana a restaurar a "legalidade constitucional". As missões envolvem a Nigéria, uma importante força na dinâmica política da África Ocidental, a comunidade de países da África Central e a de países de língua portuguesa, incluindo enviados do Brasil e Moçambique. "Estamos aqui para discutir com as autoridades militares a reposição da legalidade constitucional", resumiu o ministro de relações exteriores da Nigéria, Daniel hart. "São Tomé e Príncipe é um país de direito, então não pode continuar com este poder militar". São Tomé, ex-colônia portuguesa localizada no Golfo da Guiné, foi palco de um golpe militar na quarta-feira, enquanto seu presidente, Fradique de Menezes, visitava a Nigéria. As forças rebeldes depuseram o governo e disseram que se manteriam no poder durante um período de transição - sem esclarecer de quanto tempo. No mesmo dia, eles se apoderaram de vários edifícios estatais, entre eles o palácio presidencial, o do Parlamento e do aeroporto, do Banco Central e das sedes da rádio e televisão oficiais. O país é visto como um grande produtor de petróleo em potencial.

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