AP Photo/Julie Jacobson
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Democrata Bill de Blasio é reeleito prefeito de Nova York

Na Virgínia, o vice-governador Ralph Northam foi eleito governador, superando o republicano Ed Gillespie; em New Jersey, o democrata Phil Murphy sucederá o impopular governador republicano Chris Christie

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2017 | 11h09

NOVA YORK, EUA - O democrata Bill de Blasio foi reeleito na terça-feira, 7, prefeito de Nova York para mais quatro anos de mandato, informou a imprensa local.

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Ele, que se apresenta como um defensor da população de Nova York diante da ameaça do presidente Donald Trump, obteve uma vitória fácil sobre a republicana Nicole Malliotakis, com 64% dos votos, segundo projeções com base em 68% das urnas apuradas.

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Com 8,5 milhões de habitantes, um orçamento anual de US$ 85 bilhões e 295 mil funcionários sob seu comando, costuma-se dizer que o prefeito da maior cidade dos EUA tem "o segundo posto mais difícil do país", depois do presidente.

"Minha esperança é que possamos recuperar a ideia de uma cidade coerentemente democrática e progressista por muitos anos", disse De Blasio na semana passada.

A eleição, que teve uma participação baixa, foi vista pelos analistas como um aval a um político representativo de uma cidade eminentemente democrata, onde em 2016 a ex-secretária de Estado Hillary Clinton obteve 80% dos votos.

De Blasio se apresentou como um defensor dos menos favorecidos e defendeu "um imposto para os milionários", sobretudo para modernizar um metrô cada vez mais arcaico. "Antes da minha chegada à prefeitura, foram tomadas muitas medidas para ajudar um pequeno número de nova-iorquinos, mais do que para responder às necessidades da maioria", disse no sábado em uma entrevista.

O prefeito manteve sua principal promessa de 2013: abrir as escolas públicas da cidade para crianças a partir dos três anos, uma pequena revolução nos EUA, onde isso não é possível até os cinco. Além disso, contrariando as previsões, ele conseguiu baixar as taxas de criminalidade, com 242 assassinatos registrados este ano até agora.

New Jersey e Virgínia

De Blasio também celebrou as vitórias dos candidatos democratas em outras duas eleições locais na terça-feira, que eram consideradas um teste antes da votação nacional de meio de mandato de 2018.

Na Virgínia, o vice-governador Ralph Northam foi eleito governador, superando o republicano Ed Gillespie. Já em New Jersey, o democrata Phil Murphy sucederá após oito anos o impopular governador republicano Chris Christie.

De acordo com as projeções, Northam obteve 52% dos votos, contra 47% para Gillespie, em uma eleição na qual o republicano fez campanha seguindo o modelo de Trump nas presidenciais. Gillespie centrou sua campanha no combate à criminalidade e aos imigrantes ilegais, tal como fez Trump em seu caminho à Casa Branca.

Hillary Clinton e o ex-presidente Barack Obama se envolveram abertamente na campanha de Northam, fazendo da eleição uma batalha entre democratas e republicanos.

O governador em fim de mandato da Virgínia, o democrata Terry McAuliffe, declarou que "o medo, a divisão e o ódio não funcionaram".

Em New Jersey, os democratas também tiveram sucesso, com Phil Murphy vencendo com facilidade o atual governador, o republicano Christie, outro aliado de Trump. Pré-candidato nas eleições presidenciais de 2016, ele abandonou a disputa logo no início e chegou a atuar como conselheiro de Trump na reta final da campanha, sendo apontado como um possível membro do gabinete.

"Gritemos vitória para que nos escutem em New Jersey! Gritemos vitória para que nos escutem na Virgínia", celebrou De Blasio.

Natural do Brooklyn, ele foi, em 2013, o primeiro democrata a vencer a eleição para a prefeitura de Nova York depois de 20 anos. Agora, se tornou o primeiro democrata reeleito na cidade desde Ed Koch nos anos 1980.

O prefeito, casado com uma negra, que inclui algumas palavras em espanhol em seus discursos, é muito popular entre negros e latinos, que representam 53% dos nova-iorquinos. Mas entre os brancos, que representam 33% da população, recebeu muitas críticas, pois muitos não o consideram à altura do antecessor, Michael Bloomberg.

A jovem legisladora republicana Nicole Malliotakis, de 35 anos, reconheceu rapidamente a derrota. Mas analistas destacaram que ela fez uma campanha mais que honrosa, pois era desconhecida do grande público há poucos meses. / AFP

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