Democrata dilapidou sua vantagem sobre rival

Análise: Frank Bruni / NYT

O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2012 | 02h05

Mesmo depois de deslizes e gafes, Mitt Romney está empatado com Barack Obama. Avaliando honestamente a situação, é de se considerar uma conclusão séria: Obama não é bem o candidato ou o político que tanto enaltecem. Ele é uma fração do que diz sua reputação. Sim, eu sei: a economia. Ela é a fonte da maioria de seus males. O fato de ele estar se saindo tão bem só confirma sua personalidade e sua sensatez, de acordo com seus admiradores. Eu não caio nessa. Para começar, muitos americanos compreendem que ele não tem a principal responsabilidade pela crise. Pesquisas mostram que a maioria culpa George W. Bush e os republicanos. Por isso, havia espaço para Obama ficar muito à frente, mas ele não ficou.

Obama teve muitas vantagens. Ele não passou por primárias desgastantes e enfrenta um adversário manchado pela associação dos republicanos com extremistas e falastrões. A mudança demográfica nos EUA também favorece Obama, assim como o fato de ele ocupar a presidência. Seu maior presente, porém, é Romney, com suas contas offshore e suas declarações de renda não reveladas.

Portanto, a principal causa dessa disputa cerrada é Obama e como ele decepcionou e afastou muitos eleitores. Durante seu mandato, Obama manejou mal a oposição e falhou ao não expor enfaticamente suas ideias. Ainda acho que ele vencerá, porque é um líder atento, inteligente e sintonizado com os americanos. Obama ainda tem poesia dentro dele. No entanto, a campanha exibiu os limites de sua magia e as falhas que ele levará para um novo mandato. / TRADUÇÃO CELSO PACIORNIK

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