Larry Downing/Reuters
Larry Downing/Reuters

Democrata que chefiou resposta do governo Obama ao ebola será chefe de gabinete de Biden

Ron Klain, um advogado com grande experiência no Capitólio que assessorou o presidente Barack Obama, era visto há meses como a escolha mais provável para gerenciar a equipe de Biden na Casa Branca

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2020 | 22h27
Atualizado 12 de novembro de 2020 | 07h10

WILMINGTON, EUA - O presidente americano eleito, Joe Biden, anunciou na noite desta quarta-feira, 11, a nomeação de Ron Klain, um veterano democrata e um amigo de décadas, para ser seu chefe de gabinete, a primeira escolha pública para sua equipe na Casa Branca desde sua vitória na semana passada. A notícia havia sido dada mais cedo pelo jornal New York Times

"Ron foi indispensável para mim durante os muitos anos em que trabalhamos juntos", declarou Biden ao se referir a Klain, de 59 anos, que também foi seu chefe de gabinete quando o democrata era vice-presidente do país. "Sua experiência ampla e profunda e sua capacidade de trabalhar com pessoas de todos os espectros políticos é, precisamente, o que preciso em um chefe de gabinete da Casa Branca enquanto enfrentamos este momento de crise e voltamos a unir o nosso país", assinalou Biden em comunicado.

Klain, segundo o New York Times, serviu como o "czar do ebola" no governo Barack Obama durante um surto da doença mortal em seu segundo mandato. Advogado com grande experiência no Capitólio, ele era visto há meses como a escolha mais provável para gerenciar a equipe de Biden na Casa Branca.

Conhecido por seu temperamento estável, ele também tem uma inteligência feroz, que costumava revelar no Twitter ao comentar decisões do presidente Donald Trump. Ele criticou particularmente a forma como Trump lidou com a pandemia do coronavírus. Um vídeo de Klain dando uma explicação a Trump sobre a pandemia foi amplamente visto durante a campanha.

Klain foi trabalhar para Biden pela primeira vez em 1989. Na época, o democratra era senador por Delaware e Klain um recém-formado pela Faculdade de Direito de Harvard. A escolha do nome, segundo o NYT, indica que Biden pretende estabelecer um grupo próximo de colaboradores que são 'insiders' de Washington e estão ao seu lado há anos.

Conselheiros disseram que o presidente eleito anunciará outro nome para o alto escalão da Casa Branca nos próximos dias, mesmo que Trump se recuse a aceitar os resultados da eleição. Biden não deve revelar suas escolhas para o gabinete antes do Dia de Ação de Graças (26 de novembro), disseram várias pessoas próximas à transição.

Como um estrategista político, Klain conhece bem as alavancas de poder nos ramos Executivo e Legislativo do governo. Mas ele logo ficará sob pressão para reunir uma equipe da Casa Branca que se estenda além dos membros moderados do establishment democrata com os quais Biden se cercou ao longo de quatro décadas na política.

Mesmo antes do anúncio de Biden, os liberais do partido já haviam começado a exigir que os progressistas tivessem uma voz significativa na administração. O presidente eleito também deverá ser pressionado a cumprir sua promessa de campanha de fazer sua administração "se parecer com o país", convocando minorias para integrar a equipe da Casa Branca./NYT  

 

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