Democrata se diz pessimista com reforma na imigração

Brownsville - A líder da minoria na Câmara, Nancy Pelosi, disse neste sábado durante uma visita a fronteira dos Estados Unidos com o México que há pouca esperança de que o Congresso aprove uma reforma para a imigração este ano. Depois de visitar as instalações de vigilância de fronteira em Brownsville, no Texas, a democrata disse que a política deveria ser deixada de lado para lidar com o que o presidente Barack Obama chamou de "situação humanitária urgente".

Agência Estado

28 de junho de 2014 | 20h48

Mais de 52 mil crianças desacompanhadas, a maior parte da América Central, foram pegas entrando nos Estados Unidos ilegalmente desde outubro. "Há poucos dias eu teria sido mais otimista sobre uma reforma", disse Pelosi. "Eu acreditava que encontraríamos uma forma porque temos sido bastante pacientes", disse citando o presidente da Câmara, o republicano John Boehner. "Não acho que ele nos dá muita razão para ter esperanças no momento, mas não vamos desistir", acrescentou.

A reforma na imigração representa a última chance de Obama para uma grande conquista na política doméstica em seus dois últimos anos de mandato. Embora o Senado tenha passado uma lei bipartidária sobre imigração ano passado, ela nunca saiu da gaveta na Câmara, controlada pelos republicanos.

A proposta do Senado oferece eventual cidadania para muitos dos 11,5 milhões de imigrantes ilegais, bilhões de dólares para reforçar a segurança na fronteira e uma reformulação no sistema para permitir que mais trabalhadores migrem legalmente. Líderes republicanos na Câmara disseram repetidamente que gostariam de dar andamento a reforma, mas a oposição de um pequeno porém expressivo grupo parece estar tirando o processo dos trilhos.

A patrulha de fronteira no sul do Texas tem sido sobrecarregada há vários meses por um fluxo de crianças desacompanhadas e pessoas viajando com crianças vindas de países como Honduras, Guatemala e El Salvador. Diferente dos imigrantes mexicanos presos depois de entrarem nos EUA ilegalmente, estes da América Central não podem ser tão facilmente enviados de volta para seus países.

Os EUA tinham apenas um centro de detenção familiar na Pensilvânia, então muitos adultos com crianças foram soltos e receberam a orientação de procurarem escritórios de imigração locais quando eles chegassem a seus destinos. Um novo abrigo para famílias está sendo preparado no Novo México.

Crianças viajando sozinhas têm um tratamento diferente. Por lei, elas precisam ser transferidas para a custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanitários em até 72 horas depois de terem sido encontradas. Dali, elas são enviadas para uma rede de abrigos até poderem ser devolvidas a familiares.

Os republicanos tem criticado a política de Obama argumentando que há a impressão de que mulheres e crianças da América Central teriam permissão para ficar nos Estados Unidos. O governo tem trabalhado para mandar uma mensagem clara de que imigrantes que chegarem serão deportados. Imigrantes vindos desses países dizem que estão fugindo da violência de gangues e da pobreza. Fonte: Associated Press.

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