Alex Wong/Getty Images/AFP
Alex Wong/Getty Images/AFP

Democratas apresentarão projeto para encerrar paralisação nos EUA

Proposta, que será votada nesta quinta-feira, libera orçamento para agências do governo, mas não para o muro de Trump

Redação, O Estado de S.Paulo

01 Janeiro 2019 | 19h49

WASHINGTON - Os democratas da Câmara apresentarão uma proposta para acabar com o impasse sobre o orçamento federal que levou à paralisação de várias agências do governo dos Estados Unidos.

O plano, que será votado nesta quinta-feira, quando os democratas assumirem o controle da Câmara, consiste em dois projetos de lei. O primeiro inclui seis medidas de gastos bipartidários que fornecerão as verbas totais para vários departamentos até o fim do ano fiscal, em setembro.

O segundo estenderá os fundos para segurança interna aos mesmos níveis até 8 de fevereiro, incluindo US$ 1,3 bilhão para uma cerca, mas não toda a verba que o presidente Donald Trump quer para construir um muro na fronteira com o México – uma medida que será rejeitada quando chegar ao Senado, controlado pelos republicanos. 

Ao estender os fundos para a segurança interna, os democratas estão abrindo a porta para mais um mês de negociações. Mas eles também estão permitindo a Trump e ao senador Mitch McConnel, líder da maioria republicana no Senado, manter uma grande parte do governo paralisada por causa da demandas do presidente sobre o muro.

O senador Chuck Schumer e a líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi, desafiaram os republicanos em um comunicado divulgado na segunda-feira. “Se McConnell e os republicanos no Senado rejeitarem apoiar o primeiro projeto de lei, serão cúmplices da determinação do presidente de manter a paralisação e reter os pagamentos para a saúde e a segurança dos americanos e manter o pagamento dos trabalhadores como refém do muro”, disseram.

O presidente fez da construção do muro sua principal promessa de campanha e teme que se abrir mão do financiamento da barreira sua base política se revolte. / NYT

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.