Democratas buscam acordo sobre primárias de Flórida e Michigan

O Partido Democrata tentará obter umacordo neste sábado sobre uma disputada convenção de delegadosda Flórida e de Michigan, no que pode ser a última chance deHillary Clinton de ganhar terreno em relação ao seu rivalBarack Obama pela indicação da agremiação às eleiçõespresidenciais dos Estados Unidos. O comitê de regras do partido tem dificuldades na brigaentre as duas delegações, que foram excluídas da convenção deindicação do partido em agosto, em uma disputa sobre a qualHillary tem feito diversos apelos. Clinton enfrenta uma dura batalha no painel de 30 membrospara vingar seu pedido de que os dois Estados participem daconvenção com total direito de voto. Obama apóia alternativassegundo as quais poucos delegados seriam permitidos. O encontro, que acontecerá em um hotel de Washington,promete muita agitação. Centenas de ingressos públicos foramreservados na Internet em minutos e ônibus carregados desimpatizantes de Hillary devem chegar. Em pauta estará uma decisão do comitê de regras de tirarMichigan e Flórida e seus delegados da convenção porque elesrealizaram primárias, vencidas por Hillary, antes do permitidosegundo as regras do partido. Clinton assinou uma garantia, junto a outros candidatos, denão fazer campanha nesses Estados, e Obama retirou o seu nomedas urnas de Michigan. Após vencer ambas as primárias, Hillarycomeçou a pressionar para que o resultado fosse reconhecido. Isso daria a ela um empurrão significativo em sua votaçãopopular e a colocaria mais perto de Obama na contagem dedelegados enquanto ela tenta convencer os superdelegados -- quepodem apoiar qualquer candidato -- de que ela tem maioreschances de vitória em novembro contra o republicano JohnMcCain. Obama está próximo de obter a indicação do partido e podealcançar os 2.026 delegados que necessita na terça-feira,quando Montana e Dakota do Sul realizam as últimas primárias dopartido. Entretanto, a entrada de Flórida e Michigan na disputaaumentaria o número de delegados necessários para 2.210. Membros do comitê aparentemente estão próximos de fechar umacordo para que metade dos delegados de cada estado entre naconvenção, ou todos os delegados, mas com meio voto cada um.Isso aumentaria o número de delegados necessários para 2.118. "ENCERRAMENTO" "Eu acredito que as regras do DNC e do comitê irãorestaurar pelo menos metade dos nossos delegados", afirmou olíder do Partido Democrata na Flórida em uma carta aos seusapoiadores. "Eu sinceramente espero que esse encontro traga umencerramento para uma disputa que já se arrastou por tempodemais." A campanha de Hillary diz que validar apenas metade dasdelegações é inaceitável. Ela não anunciou se apelaria para ocomitê de credenciais do partido em julho e, por último, àassembléia da convenção, em Denver -- um cenário que asautoridades da legenda querem desesperadamente evitar. Hillary, senadora por Nova York, colocou a disputa em umadramática condição de direito de votos, visitando a Flórida nasemana passada e comparando o atual processo com a recontagemde votos no Estado na eleição presidencial de 2000 e até com ascontroversas eleições do Zimbábue em março. Obama, senador por Illinois, diz que ele quer um acordo naesperança de unir o partido e começar sua campanha contraMcCain. O painel ouvirá pedidos da Flórida com o objetivo dereconhecer metade dos delegados e todos os superdelegados doestado. O pedido de Michigan é de que o painel dê 69 delegadose Hillary e 59 a Obama. O comitê, que tem 13 apoiadores de Clinton, é livre paradar sua própria solução para o caso. Seus membros disseram quequerem ser justos com ambas as campanhas e atentos ànecessidade de seguir as regras do partido, para impedir quehaja uma corrida de estados para realizar primárias cada vezmais cedo nesse processo.

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