Alex Wong/Getty Images/AFP
Alex Wong/Getty Images/AFP

Democratas indicam Nancy Pelosi como presidente da Câmara

Vitória dos democratas nas eleições parlamentares deste mês deu a eles maioria na Câmara diante dos republicanos, que mantiveram a maioria no Senado

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2018 | 20h43

WASHINGTON - A veterana congressista Nancy Pelosi foi escolhida nesta quarta-feira, 28, pelo Partido Democrata como presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, posto obtido depois de a legenda conquistar a maioria da Casa nas eleições legislativas realizadas no início deste mês no país.

"Acredito que foi uma tarde boa", disse Pelosi a jornalistas após conseguir o apoio da maioria de seus correligionários e derrotar a oposição de alguns integrantes da bancada que queriam uma cara nova na liderança do Partido Democrata no Capitólio.

Pelosi, de 78 anos, obteve 203 votos a favor e 32 contrários. A votação definitiva, no plenário da Câmara, ocorre em janeiro, quando os congressistas eleitos em novembro tomarão posse. A veterana, que já presidiu a casa entre 2007 e 2011, precisará somar 218 votos.

Sobre as dúvidas dentro de seu próprio partido, Pelosi pediu que os democratas lembrem o que representa ter recuperado o controle da Câmara dos Deputados, até então de maioria republicana.

"Tirem um momento para assimilar o fato de que somos a maioria. Maioria. Maioria. Maioria", ressaltou a congressista.

Já Brian Higgins, congressista democrata por Nova York que hoje apoiou Pelosi após ter criticado a indicação da colega de bancada, reconheceu que há muitos pontos de vista dentro do partido. Por esse motivo, destacou a importância de um debate aberto.

Apesar da aparente divisão, várias importantes figuras do Partido Democrata, entre eles o ex-presidente Barack Obama, declararam apoio a Pelosi, conhecida pelo espírito combativo, mas também pela capacidade de estabelecer pontes para acordos bipartidários.

Até o presidente americano, Donald Trump, reconheceu em algumas ocasiões que Pelosi é uma pessoa idônea para ocupar o cargo. / EFE

 

 

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