Democratas preparam resolução contra plano de Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tentou nesta quarta-feira reforçar o apoio entre os republicanos ao aumento da presença militar no Iraque, mas os democratas mantiveram a pressão, levando adiante uma resolução contra o plano. Tony Snow, porta-voz da Casa Branca, disse que Bush vai encontrar a bancada republicana para uma "sincera troca de visões" sobre a nova estratégia. Ele não citou nomes nem quantos parlamentares foram convidados à reunião vespertina, mas afirmou que "provavelmente todos ali estão pelo menos céticos" sobre o envio de 21,5 mil soldados a mais para tentar estabilizar Bagdá e a região de Anbar. Mas Bush diz que não vai se abalar por críticas do Congresso ou da opinião pública. "Tomei uma decisão, e vamos adiante", afirmou o presidente em entrevista transmitida no domingo pela rede CBS. O Senado e a Câmara, ambos dominados pelos democratas, planejam a votação de resoluções - simbólicas, mas politicamente importantes - rejeitando os planos de Bush. Tais resoluções obrigariam que os republicanos se manifestassem oficialmente sobre a impopular nova estratégia da Casa Branca, o que poderia deixar Bush ainda mais isolado. Além de líderes democratas, o republicano Chuck Hagel, que sempre foi crítico à guerra, também participa da redação das resoluções. O senador democrata John Kerry disse que o texto será provavelmente de "uma única sentença ou algo assim de desaprovação". Ainda não há data para a votação. O líder democrata na Câmara, Steny Hoyer, disse que os deputados provavelmente vão votar e aprovar uma resolução contra o aumento do contingente, mas aguardam que o Senado o faça antes. A Casa Branca diz que as resoluções do Congresso passariam ao mundo a impressão de que os EUA estão divididos a respeito da guerra. De fato, uma pesquisa divulgada pelo Pew Research Center mostra que 61% dos americanos são contra o plano de Bush, apoiado por apenas 31%.Snow disse que a mensagem de Bush aos parlamentares que apóiam a resolução é: "Não importa o que vocês façam, tenham certeza de que dão apoio aos soldados". "É uma questão que os que estão falando dessas resoluções terão de responder a si mesmos e ao público", afirmou o porta-voz.

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