Democratas proibir porte de armas nos EUA

Os democratas afirmaram que ações significativas em relação ao tiroteio em uma escola dos Estados Unidos na semana passada devem incluir a proibição do porte de armas militares e uma reavaliação da forma com que o país lida com indivíduos que sofrem de sérios problemas mentais.

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2012 | 12h17

Diversos legisladores democratas disseram no domingo que chegou a hora de avaliar com atenção a série de tiroteios em massa ocorridos no país e o que pode ser feito para evitá-los. O controle de armas foi um assunto amplamente discutido no início da década de 1990, quando o Congresso promulgou a proibição por 10 anos do porte de armas. Mas desde o término da proibição, em 2004, poucos norte-americanos manifestaram o desejo que o país tenha leis mais rígidas sobre o assunto.

Com o tiroteio da última sexta-feira, que matou 20 crianças de 6 e 7 anos, isso pode mudar. "Acredito que estamos chegando em um limite, no qual conseguiremos fazer alguma coisa sobre essa situação", disse o senador Chuck Schumer.

Em discurso na noite de domingo no local do massacre em Newtown, Connecticut, o presidente norte-americano, Barack Obama, não falou especificamente sobre o controle do porte de armas, mas prometeu agir para evitar que isso aconteça novamente. "Nas próximas semanas eu usarei de todo o poder que esse cargo me concede para engajar cidadãos, policiais, profissionais da saúde, pais e educadores em um esforço para prevenir que mais tragédias como essa aconteçam", disse.

Schumer e outros democratas querem a proibição das vendas de novas armas de fogo, além de tornar mais difícil o acesso de pessoas com deficiência mental a elas. A senadora Dianne Feinstein afirmou que vai introduzir uma lei que proíbe a venda de armas com mais de 10 balas. "Isso pode ser feito", disse.

A polícia afirmou que o atirador Adam Lanza, de 20 anos, carregava um arsenal de munição grande o bastante para matar todos os alunos da escola, se tivesse tempo. Ele se suicidou com um tiro na cabeça quando ouviu os carros de polícia se aproximando, segundo autoridades. O médico legista disse que a munição era do tipo que explode dentro do corpo da vítima para infligir o máximo de dano possível. As informações são da Associated Press.

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