Jim Lo Scalzo/EFE/EPA
Jim Lo Scalzo/EFE/EPA

Democratas reelegem Pelosi à presidência da Câmara dos Deputados dos EUA

Principal rival do presidente Donald Trump no Capitólio, congressista concorreu sem oposição para o cargo

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 22h27

WASHINGTON - Os legisladores democratas americanos escolheram nesta quarta-feira, 18, a presidente da Câmara dos Deputados Nancy Pelosi para conduzir o partido na era de Joe Biden e presidir sua estreita maioria na casa.

Pelosi, de 80 anos - a mulher em mais alta posição de poder na história do Congresso dos EUA e principal rival do presidente Donald Trump no Capitólio - concorreu sem oposição para o cargo máximo.

Ela foi indicada em uma eleição virtual, a primeira do tipo, por causa da pandemia do novo coronavírus.

"Estou emocionada, animada e mal posso esperar para trabalhar com o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden e (a vice-presidente) Kamala Harris", disse Pelosi. As duas democratas são do mesmo Estado americano: Califórnia. 

Ao aceitar a nomeação, ela prometeu tomar medidas para ajudar a acabar com a crise da covid-19 e priorizar a obtenção de "justiça" para os americanos nas questões de saúde, segurança econômica, tribunais e mudanças climáticas.

Biden ligou para Pelosi para parabenizá-la e dizer que "espera trabalhar com ela e a liderança democrata na Câmara em uma agenda compartilhada para controlar a covid-19 e reconstruir nossa economia ainda melhor", afirmou sua equipe de transição.

A votação formal no plenário da Câmara para o cargo de presidente ocorrerá em janeiro, após o início da nova legislatura do Congresso e pouco antes da posse de Biden como presidente. Sua vitória é amplamente esperada.

O caucus democrata na Câmara, liderado por Pelosi desde 2003, saudou no Twitter a indicação de sua "líder destemida".

As tensões, porém, aumentaram. Na eleição de 3 de novembro, os democratas ficaram bem aquém de seu objetivo declarado de expandir sua maioria de 233 cadeiras contra 202 dos republicanos. Não conseguiram destituir um único republicano e perderam pelo menos 10 cadeiras.

Algumas disputas acirradas ainda estavam sendo contadas, mas quando a poeira baixar Pelosi descobrirá que lidera uma maioria reduzida.

Questionada se ela respeitaria seu compromisso de renunciar até o fim de 2022, ela disse que suas declarações anteriores permanecem. "Não quero prejudicar qualquer vantagem que eu possa ter, mas fiz a afirmação", disse Pelosi.

Embora houvesse propostas nas fileiras democratas para substituir os líderes do partido na Casa ideologicamente fraturada, os três postos principais foram mais uma vez para o trio de agora octogenários encabeçado por Pelosi.

O número dois, Steny Hoyer, de 81 anos, e o número três, James Clyburn, de 80, também estão em vias de renovação.

A quarta posição do partido foi a mais disputada, com a presença de membros em potencial de uma nova geração de líderes democratas.

A congressista Katherine Clark, de 57 anos, acabou prevalecendo sobre o democrata mais progressista David Cicilline, de 59, o primeiro membro assumidamente gay da liderança da Câmara. /AFP

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