Andrew Burton / AFP
Andrew Burton / AFP

Democratas rejeitam acordo com Irã em duro revés a Obama

Nomes importantes do partido do presidente no Congresso americano disseram que não apoiarão pacto nuclear

O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 18h47

WASHINGTON - A esperança do presidente americano, Barack Obama, de preservar o acordo nuclear entre o Irã e as potências mundiais sofreu um revés na noite de quinta-feira, quando Chuck Schumer, um dos principais democratas no Senado dos Estados Unidos, disse que vai se opor ao compromisso firmado. 

A decisão de Schumer, anunciada em uma longa declaração, pode abrir caminho para mais congressistas democratas se posicionarem contra o pacto nuclear alcançado em 1.º de julho entre o Irã, os EUA e outras cinco potências – Grã-Bretanha, França, Rússia e China. 

O senador de Nova York está entre os parlamentares judeus mais influentes nos EUA. Ele foi o primeiro democrata do Senado a anunciar sua oposição ao acordo. 

Outro congressista influente da bancada judaica, o deputado Eliot Engel, principal democrata na Comissão das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, também disse na quinta-feira que vai se opor ao acordo nuclear, em um comunicado obtido pela agência Reuters

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, tem pressionado os legisladores americanos a rejeitar o acordo nuclear, que ele considera uma ameaça à sobrevivência de seu país. 

Grupos pró-Israel também estão gastando milhões de dólares em uma campanha para pressionar os membros do Congresso a votar “não”. 

Obama tem se empenhado pessoalmente em defender o acordo. Na quarta-feira, fez um discurso combativo no qual disse que o abandono do pacto nuclear abriria a perspectiva de uma guerra no Oriente Médio. 

Em declarações à imprensa durante visita à capital vietnamita, Hanói, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que negociou o acordo pelos EUA, disse respeitar as posições de Schumer e Engel, mas acrescentou que “a rejeição não é uma política para o futuro”. 

O Congresso dos EUA tem até o dia 17 de setembro para analisar uma resolução de desaprovação do acordo com o Irã. A rejeição ao pacto impediria Obama de eliminar todas as sanções impostas ao Irã pelo Congresso dos EUA, um componente-chave do acordo que prevê o congelamento do programa nuclear iraniano com garantias de que o país não construirá uma arma. 

Debate. Ao mesmo tempo, durante o primeiro debate na TV entre os pré-candidatos republicanos à Casa Branca, todos os participantes se posicionaram contra o acordo. Os dez pré-candidatos disseram que, caso sejam eleitos presidente dos EUA, o pacto será cancelado imediatamente. /REUTERS 

Tudo o que sabemos sobre:
acordoIrãBarack Obama

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.