Democratas se reúnem para 1º debate da campanha de 2008

Liderados por Hillary Rodham Clinton e Barack Obama, oito presidenciáveis do Partido Democrata dos Estados Unidos enfrentam-se nesta quinta-feira, 26, no primeiro debate da corrida à Presidência. As eleições acontecem só em novembro de 2008, mas os democratas estão se adiantando e já realizam as primeiras discussões para definir seu candidato. O encontro acontece no campus da Universidade Estadual da Carolina do Sul. Hillary Clinton, 59, ex-primeira-dama e senadora por Nova York, vem liderando a maioria das pesquisas de opinião nacionais, e pretende se tornar a primeira mulher a presidir os EUA. Mas Obama, 45, senador por Illinois que pode se tornar o primeiro presidente negro do país, vem crescendo em algumas pesquisas e já arrecada tantos fundos quanto ela. Obama está em seu primeiro mandato como senador e o maior questionamento que enfrenta é sobre sua falta de experiência e de políticas específicas. A ex-primeira-dama provavelmente terá de responder por que não quis pedir desculpas pelo voto que deu em 2002 autorizando a guerra. Mas os responsáveis pelas campanhas minimizaram a importância de um debate tão precoce, oito meses antes da definição do candidato democrata. "É o primeiro de muitos debates. Não sei se cada evento será crucial, mas todo mundo vai querer se sair bem", disse Phil Singer, porta-voz de Hillary. Ela e Obama enfrentam também o vencedor da primária passada na Carolina do Sul em 2004, o senador John Edwards, que foi candidato a vice na chapa com o senador John Kerry. O debate é uma oportunidade para outros cinco concorrentes aparecerem na mídia nacional. São eles o governador do Novo México, Bill Richardson; os senadores Christopher Dodd, por Connecticut, e Joseph Biden, por Delaware; o deputado Dennis Kunicich, por Ohio, e o ex-senador Mike Gravel, do Alasca. "Será a primeira chance de os americanos verem todos os candidatos democratas juntos e ver quem é o mais qualificado e mais bem preparado para ser presidente desde o primeiro dia no cargo", disse Richardson. "Não vamos ficar debatendo números em pesquisas, vamos debater e apresentar nossas opiniões sobre problemas de verdade, e as pessoas vão sentir a diferença", disse ele.

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