Demora em resultado eleitoral desencadeia violência no Quênia

Presidente e candidato da oposição dizem estra na frente; oposicionistas temem manipulação do resultado

Associated Press,

29 de dezembro de 2007 | 17h19

Milhares de quenianos, enfurecidos com a demora na divulgação de resultados oficiais da eleição presidencial no país, foram às ruas armados com facões e saquearam lojas, num momento em que o presidente Mwai Kibaki parece aproximar-se da oposição no pleito mais disputado da história do país.   Os dois candidatos afirmam estar vencendo a eleição, a primeira em que um candidato presidencial à reeleição se vê ameaçado por um oposicionista, em 40 anos de vida independente do Quênia. Os distúrbios, que segundo a polícia causaram diversas mortes, mancham um pleito que foi elogiado por observadores como calmo e ordeiro.   Dois dias depois da votação, a Comissão Eleitoral diz que o candidato da oposição, o milionário Raila Odinga, lidera a corrida por 38 mil votos, com 3,88 milhões contra 3,84 milhões do presidente.   O ritmo lento da apuração desencadeou violência na capital e em cidades onde a oposição tem presença forte. Em Nairóbi, as lojas que abriram neste sábado fecharam-se rapidamente, e muitos moradores passaram a estocar água e víveres. Na favela de Kibera, principa, reduto de Odinga, jovens gritavam "Sem Raila, sem Quênia!".   Centenas de pessoas marcharam da favela para a cidade, mas foram detidas por tropas de choque com gás lacrimogêneo.

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