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Zimbábue busca dentista que matou leão símbolo do país

Caçador amador teria pago US$ 50 mil para abater o animal, que era protegido por lei, e agora é procurado pela polícia do país africano

O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2015 | 18h54

HARARE - A polícia do Zimbábue disse nesta terça-feira, 28, estar procurando por um dentista americano suspeito de matar um leão em um safári no país. Conhecido por sua bela juba escura, Cecil era um dos animais mais famosos do Zimbábue e sua morte provocou uma onda de comoção nas redes sociais. 

De acordo com autoridades locais, o suspeito foi identificado como Walter James Parker. Grupos que militam pela preservação da vida selvagem na África dizem que ele teria pago US$ 50 mil para abater o felino. 

Dois zimbabuanos foram presos, sob a acusação de ajudá-lo. Ele é procurado pelo crime de caça ilegal, segundo a porta-voz da polícia do Zimbábue, Charity Charamba. 

"Prendemos dois suspeitos e estamos procurando o dentista suspeito", disse a policial. 

Palmer vive em Minnesota, onde tem um consultório dentário. Ele divulgou uma nota sobre o caso na qual admitiu ter matado o animal. 

"Não tinha ideia de que o leão que matei era conhecido e famoso no país. Até onde eu sabia, agi dentro da lei. Confiei na experiência dos meus guias locais para caçar legalmente.", disse o dentista. "Mais uma vez, estou profundamente arrependido da minha caça, uma atividade que amo e pratico com responsabilidade."

Segundo a assessoria do dentista, ele já voltou aos Estados Unidos, mas pretende colaborar com as investigações. Anos atrás, Palmer foi condenado por matar um urso ilegalmente no Wisconsin. / AP

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