AP Photo/Ariana Cubillos, File
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Denúncia de calote da PDVSA é conspiração, diz Maduro

Acusações vieram após banco avisar a credores que títulos da estatal Venezuelana de petróleo não foram pagos

O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2016 | 21h48

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou uma suposta conspiração internacional para caracterizar um calote da estatal venezuelana do petróleo PDVSA em detentores de sua dívida. As acusações vieram a público depois de o banco JP Morgan alertar credores de que títulos no valor de US$ 404 milhões não foram pagos.

 

Segundo Maduro, o valor foi quitado, mas o Citibank, responsável por gerir as contas da PDVSA, não teria repassado o valor. "Tomaremos medidas jurídicas internacionais contra o JP Morgan", disse o presidente. "O mínimo que eles poderiam fazer é oferecer um pedido de desculpas ao povo venezuelano e reconhecer o erro."

De acordo com a imprensa americana, os títulos de dívida de PDVSA com vencimentos em 2021, 2024 e 2026 não foram quitados. "A PDVSA depositou o dinheiro na conta do Citibank", acrescentou Maduro. "Por trás de tudo isso está o departamento do Tesouro americano, que está em campanha financeira contra a Venezuela. Estamos pagando tudo que devemos."

No final de outubro, a PDVSA concluiu uma troca de títulos de sua dívida, no valor de US$ 2,8 bilhões. Segundo analistas, a manobra daria fôlego à empresa para concluir o pagamento de sua dívida, considerada alta. A renda bruta da empresa tem caído quase à metade após a redução no preço do barril do petróleo no mercado.

Sobrinhos. Ainda nesta terça-feira, 22, A chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, negou ter concedido passaportes diplomáticos aos dois sobrinhos da primeira-dama, Cilia Flores, que foram condenados por narcotráfico nos EUA. “É absolutamente falso que a chancelaria tenha concedido passaporte diplomático a cidadãos que não se aplicam às normas”, disse. /AFP

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