Denunciado plano para assassinar Chávez

O ministro do Interior e Justiça venezuelano, Diosdado Cabello, assegurou que oficiais de inteligência frustraram, na segunda-feira, um segundo plano para assassinar o presidente Hugo Chávez. Cabello disse que três homens, de posse de armas e outros equipamentos, foram detidos por volta das 18h00 de ontem nos arredores de uma praça no centro de Caracas, onde se concentrava um grupo de cerca de 300 partidários do mandatário venezuelano. Na noite de domingo, véspera da greve geral convocada pela oposição venezuelana, Hugo Chávez havia afirmado que as forças de segurança e inteligência tinham desbaratado um plano para assassiná-lo na madrugada de sábado - quando retornou ao país depois de um giro de cinco dias pela Europa. "Há testemunhas do fato", afirmou Cabello, referindo-se à segunda tentativa, denunciada hoje. Em declarações à televisão estatal, o diretor nacional de Investigações da polícia política, a Disip, comissário Omar Pérez, explicou que no veículo onde estavam os homens detidos foram encontradas munições, uma arma automática "que não tem registro no país", instrumentos cirúrgicos, equipamentos de comunicação e três credenciais que os identificam como policiais do município de Chacao, na zona metropoliltana de Caracas, governada pelo prefeito Leopoldo López, de oposição a Chávez. Pérez acrescentou que, na memória de um telefone celular apreendido em poder dos suspeitos, estava registrada uma chamada do chefe de segurança dessa Prefeitura, Leonardo Díaz Paruta, que negou qualquer vínculo com um suposto atentado. Em uma entrevista à imprensa, Paruta explicou que um dos detidos não é membro da polícia de Chacao e, sim, um suplente da Câmara municipal, encarregado de assistir às reuniões desse corpo policial. Admitiu ter recebido um telefonema de um dos detidos, e lhe sugeriu que acompanhasse os agentes de polícia do governo para esclarecer a situação. "Parece-me que estão tentando jogar lama nesta instituição para justificar sua intervenção. Parece-me muito estranho que a Disip, que jamais anuncia suas investigações e sempre atua entre as sombras, se tenha apressado em divulgar irresponsavelmente que a polícia de Chacao está envolvida em atentados", disse. "Nós não participamos de atentados. Somos a melhor polícia municipal da Venezuela", disse Paruta.

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