Denunciados abusos contra suspeitos nos EUA

Advogados de imigração e de direitos civis pediram uma explicação sobre informes que denunciam abusos contra os detidos como suspeitos de envolvimento em atentados terroristas, que não têm tido acesso a advogados e, em alguns dos casos, teriam sido submetidos à violência física. "Nós temos o direito de saber se os direitos constitucionais dessas pessoas foram violados", disse Lucas Guttentag, diretor do Projeto para o Direito dos Imigrantes da União para as Liberdades Civis nos EUA (ACLU). "O governo não tem permissão para violar os direitos constitucionais de ninguém por existir uma emergência nacional", afirmou Jonathan Turley, professor de Direito da Universidade George Washington. "A Constituição não faz distinção entre cidadãos e não-cidadãos", acrescentou. Jeanne Buttersfield, diretora executiva da American Inmigration Lawyers Association, disse ter escutado várias histórias de abusos, e que o Serviço de Imigração e Naturalização de Washington lhe assegurou que elas não são verdadeiras. "Talvez haja boas intenções nas instalações de segurança, mas os detidos por um delito menor, como a falta de visto, não podem ser tratados como criminosos", declarou. O grupo de advogados que está exigindo explicações disse ter pedido ao Departamento de Justiça que forneça alguma informação sobre o estado dos detidos, quantos já foram colocados em liberdade e qual o critério que está sendo aplicado. Segundo o jornal San Francisco Chronicle, o secretário da Justiça, John Ashcroft, negou ter tomado conhecimento de qualquer abuso praticado contra algum dos mais de 700 detidos nas cinco semanas que se seguiram a 11 de setembro. "Este não é o nosso procedimento", cortou, secamente, o alto funcionário. Leia o especial

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