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Denúncias de abuso sexual dentro das Forças Armadas dos EUA crescem 8%

Total de abusos não relatados caiu de 26 mil há dois anos para 19 mil em 2014; números refletem que cada vez mais vítimas estão fazendo denúncias, segundo relatório do Pentágono

O Estado de S. Paulo

04 de dezembro de 2014 | 15h40


WASHINGTON - Os casos de abuso sexual registrados dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos cresceram 8% no último ano fiscal em relação ao anterior, o que reflete que cada vez mais vítimas estão fazendo denúncias, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira, 4, pelo Pentágono.

O relatório será detalhado em entrevista coletiva ainda hoje pelo secretário de Defesa, Chuck Hagel, que deixará o cargo em breve. Sua saída já foi anunciada pela Casa Branca, mas ele ficará no posto até a escolha do seu substituto. O favorito para assumir a pasta, segundo a imprensa americana, é Ashton Carter, funcionário de longa carreira dentro do Pentágono.

De acordo com o documento, foram 5.983 casos denunciados no ano fiscal que terminou no último dia 30 de setembro, frente aos 5.518 do período anterior. Entre 2012 e 2013, o aumento foi de 50%, considerado sem precedentes pelas autoridades americanas.

A tendência de ocultar os abusos parece estar mudando. Em 2014, uma de cada quatro vítimas apresentou denúncia. Em 2012, apenas uma de cada dez pessoas prestou queixa, conforme o relatório. Por outro lado, o número estimado total de abusos não relatados caiu de 26 mil há dois anos para 19 mil em 2014.

O Congresso e o presidente dos EUA, Barack Obama, tomaram medidas nos últimos anos para melhorar a prevenção e fortalecer o papel da Justiça sobre os abusos sexuais, que em alguns casos teve envolvimento de generais.

Obama determinou em dezembro do ano passado uma revisão da resposta dos altos comandantes militares aos casos de abusos sexuais dentro das Forças Armadas.

Desde então, o Pentágono aprovou 28 novas regras para, entre outras coisas, controlar a venda e o consumo de álcool nas bases militares após constatar que isso está por trás de muitos casos de abuso. / EFE

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