REUTERS/Yaser Al-Khodor
REUTERS/Yaser Al-Khodor

Departamento de Tesouro dos EUA diz que EI não tem dinheiro para pagar combatentes

Daniel Glaser afirmou que a combinação de ataques com bombas aos caixas do Estado Islâmico e às cargas de petróleo deixou os jihadistas com dificuldades financeiras

O Estado de S. Paulo

10 Junho 2016 | 15h12

WASHINGTON - Os esforços para afetar as finanças do grupo Estado Islâmico (EI) incapacitaram os extremistas de pagar seus combatentes e estimularam a corrupção dentro do grupo, revelou uma autoridade americana na quinta-feira.

Daniel Glaser, secretário-assistente do Departamento de Tesouro para o financiamento do terrorismo, disse, perante o Congresso, que a combinação de ataques com bombas aos caixas do EI e às cargas de petróleo, bloqueando-o fora do sistema bancário e cortando o fluxo de caixa do governo iraquiano para áreas controladas pelos jihadistas, deixou o grupo com dificuldades financeiras.

"Como resultado desses esforços, o ISIL (acrônimo árabe de Estado Islâmico) está se esforçando para pagar os combatentes e nós estamos vendo um número deles deixando o campo de batalha, enquanto seus pagamentos e benefícios estiverem cortados ou atrasados", afirmou.

"Quando vimos indícios de que o ISIL não conseguiria pagar os salários de seus próprios combatentes e estava tentando compensar a receita em outro lugar, sabíamos que estávamos batendo onde dói. O ISIL, assim como qualquer outra organização terrorista, precisa de dinheiro para sobreviver", afirmou.

Em depoimento por escrito à Câmara dos Deputados, em audiência do Comitê sobre as ameaças de segurança, Glaser disse que o governo dos Estados Unidos estava concentrado em atacar os recursos financeiros do EI e de outros grupos terroristas que tiveram impacto significativo.

A rede Al-Qaeda, que tem contado tradicionalmente com dinheiro destinado do Golfo, sentiu os resultados dos esforços do bloqueio de fundos, com a ajuda de autoridades financeiras de países da região, afirmou.

O grupo também acredita que os países do Golfo precisam fazer mais, usando as leis nacionais de congelamento de fundos e ativos de indivíduos e grupos suspeitos.

Gleaser alegou significativo sucesso em cortar recursos financeiros do grupo libanês Hezbollah em esforços que se estenderam da Ásia à América Latina. "Nossas ações estão criando um ambiente operacional hostil para o Hezbollah, elevando os seus custos para fazer negócios, restringindo a sua capacidade de transferir fundos e diminuindo sua base de receitas", disse. /EFE

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