Depois de 32 anos, depõe última testemunha de massacre

Uma gigantesca investigação do ?Domingo Sangrento?, um massacre de manifestantes pelo Exército britânico ocorrido há 32 anos, ouviu hoje o depoimento de sua 919ª testemunha - a última. Mas os juízes ingleses, canadenses e australianos que supervisionam o Inquérito Domingo Sangrento ainda têm pela frente mais um ano de trabalho antes de publicar as conclusões sobre a matança de 30 de janeiro de 1972 na cidade de Londonderry.Naquele dia, tropas de choque avançaram por sobre as barricadas erguidas pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) e mataram a tiros 13 católicos que protestavam contra a detenção, sem julgamento, de supostos membros do IRA. O massacre alimentou o ódio de uma geração de católicos irlandeses contra os britânicos.Desde que o inquérito teve início, em 2000, sobreviventes do massacre e parentes das vítimas vêm se reunindo no Guildhall para ouvir os testemunhos. Muitos viajaram para Londres ano passado, quando o tribunal ouviu os soldados responsáveis pelo massacre.No depoimento de hoje, o ex-comandante do IRA na cidade disse que o grupo estava desarmado na manifestação. ?Seria loucura pensar em atacar o Exército?, disse o veterano que, assim como os soldados ingleses envolvidos, não teve de revelar o nome. O inquérito realizado em 1972, que inocentou os soldados, é visto como merecedor de pouca credibilidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.