Erika Santelices/ AFP
Erika Santelices/ AFP

Depois de atingir Bahamas, furacão Isaías segue para a Flórida neste sábado

Estado norte-americano é o segundo mais afetado pelo novo coronavírus no país; tempestade pode agravar a situação da saúde; nos últimos dias, fenômeno provocou inundações em Porto Rico e República Domenicana

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2020 | 08h05

MIAMI - O furacão Isaías provocou fortes rajadas de vento nas Bahamas neste sábado, 1.º, enquanto continua seu caminho para a Flórida, onde se espera com medo de agravar a já complicada situação de saúde deste estado com números recordes de mortes por coronavírus

A Flórida, o segundo estado mais afetado pela pandemia após a Califórnia, atingiu um novo recorde na sexta-feira, 31, com 257 mortes por coronavírus em 24 horas, totalizando 6.843 mortes e 470.386 infectadas. Soma-se a isso a previsão da chegada de Isaías, um furacão de categoria 1, que sopra com ventos máximos sustentados de 130 quilômetros por hora. Por volta das 6 horas da manhã (horário local), Isaías era uma tempestade extensa que se movia para noroeste a uma velocidade de 22 quilômetros por hora, causando grandes rajadas de vento nas Bahamas e também nas Ilhas Turks e Caicos, conforme relatou o Centro Nacional de Furacões, com sede em Miami.

"Condições perigosas para furacões e tempestades são esperadas em partes das Bahamas até sábado, e alertas de furacões estão em vigor", acrescentou a entidade.

O primeiro-ministro das Bahamas, um arquipélago caribenho, Hubert Minnis, anunciou na quinta-feira, 29, um relaxamento de medidas de contenção da pandemia do novo coronavírus para permitir que os moradores se preparem para o furacão. No entanto, ele alertou: "Não use esse período de prontidão para furacões para socializar e visitar amigos ou familiares". "Estamos no meio de uma pandemia e, se não agirmos com responsabilidade, as consequências podem ser graves", acrescentou ele em entrevista coletiva. 

Isaías é o primeiro furacão a atingir as Bahamas desde que Dorian, categoria 5, destruiu duas de suas ilhas no ano passado, estacionando impiedosamente por três dias no arquipélago. Ele já deixou graves inundações e deslizamentos de terra nos últimos dias, enquanto passava por Porto Rico e República Domenicana, além de árvores e postes caídos, casas inundadas e milhares de pessoas sem eletricidade.

Enquanto isso, o estado da Flórida, já devastado pela pandemia e com hospitais transbordando, está se preparando para o golpe de Isaías, provavelmente como um furacão de categoria 2, equivalente a ventos de mais de 154 quilômetros por hora. 

Setores na costa leste da Flórida estão sob vigilância de furacões. Espera-se que toda a costa sudeste receba ventos de tempestades tropicais no fim de semana. O governador do estado, Ron DeSantis, informou em uma entrevista coletiva na sexta-feira que assinou uma declaração de emergência para os condados da costa leste do estado. Mas a tempestade virou levemente para o oeste, mergulhando no mar, de modo que nenhum impacto direto é esperado no momento na península da Flórida. 

DeSantis sustentou que no momento não é necessário habilitar os abrigos, mas recomendou que a população "permaneça vigilante" e armazene água, comida e remédios por uma semana. Por sua vez, o prefeito de Miami-Dade, Carlos Giménez, disse que o município tem 20 abrigos que não foram ativados. 

Giménez disse que, se forem necessários abrigos - normalmente instalados em academias de escolas - as pessoas que testarem positivo para o coronavírus serão isoladas nas salas de aula, uma área que em situações normais não será ativada. "Sim, precisamos tomar precauções adicionais por causa da covid-19", disse ele, acrescentando que máscaras e desinfetantes serão distribuídos. 

Os centros de testes covid-19 na Flórida foram fechados quinta-feira até novo aviso, pois são estruturas de campo que não podem suportar ventos de tempestades tropicais. / AFP

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