Depois de golpe em 1999, Musharraf suspende Constituição

Decretação de estado de emergência ocorre após discussão sobre elegibilidade de presidente

REUTERS

03 de novembro de 2007 | 14h02

esidente paquistanês, Pervez Musharraf, decretou estado de emergência no país neste sábado, 2, e suspendeu a Constituição no país. A crise ocorre em meio à discussão sobre a violência em regiões tribais e à decisão de elegibilidade de Musharraf na reeleição em 6 de outubro, enquanto ainda chefe das Forças Armadas.  Veja também:Presidente paquistanês suspende Constituição do país Como o mandato atual do presidente termina em 15 de novembro, a manobra é vista como ferramenta para estender sua permanência no poder a até, pelo menos, janeiro. Saiba um pouco mais sobre o presidente: Musharraf é o segundo de três filhos, nascido em uma família de classe média muçulmana, na Índia, em agosto de 1943. A família mudou-se para o recém-criado Estado de maioria muçulmana Paquistão após a independência da Índia e a divisão em 1947. Ele passou sete anos na Turquia. Em 1956, a família se instalou em Karachi, onde Musharraf freqüentou escolas cristãs. Ingressou na Academia Militar do Paquistão em 1961. Atleta e militar de carreira, ele combateu pela primeira vez na guerra contra a Índia em 1965 e foi condecorado por bravura.Casou-se em 1968. Passou por uma derrota humilhante para a Índia na guerra de 1971 e serviu por sete anos no grupo de comando de serviço especial do Paquistão. Promovido a general e nomeado chefe do Exército em outubro de 1998, Musharraf tomou o poder do então primeiro-ministro Nawaz Sharif em 1999, em um golpe sangrento. Inicialmente, ele comandou o país como chefe-executivo, mas em 2002 obteve um mandato presidencial de cinco anos. Críticos afirmam que houve irregularidades no referendo. Um dos mais importantes aliados fora da Otan da guerra ao terrorismo do presidente norte-americano, George W. Bush, simpatizantes descrevem Musharraf como um líder forte que pode salvar a maioria muçulmana moderada do Paquistão do extremismo militante e religioso, que chega às cidade a partir de áreas tribais ao longo a fronteira noroeste. Um sangrento ataque à Mesquista Vermelha em Islamabad em julho, onde mais de 100 pessoas foram mortas, no entanto, levou a um aumento no número de ataques de militantes, causando a morte de centenas de pessoas.

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