Depois de ofensiva, Israel oferece ajuda humanitária à ANP

O Governo israelense ofereceu à Autoridade Nacional Palestina (ANP) ajuda humanitária e médica após os bombardeios de seu Exército, que nesta quarta-feira mataram pelo menos 24 pessoas, incluindo oito menores e várias mulheres, e deixaram mais de 40 feridos no norte de Gaza e na Cisjordânia. Em comunicado do escritório do primeiro-ministro, Ehud Olmert, ele e seu ministro da Defesa, Amir Peretz, dizem lamentar o ocorrido nesta quarta-feira, principalmente na localidade de Beit Hanun, em Gaza, onde os ataques israelenses deixaram várias vítimas entre os civis, incluindo 13 membros de uma mesma família. Ambos oferecem à ANP "assistência humanitária urgente e cuidado imediato para os feridos". Peretz informou a Olmert que ordenou uma investigação urgente sobre o que aconteceu, assim como a suspensão dos ataques de artilharia contra Gaza até que se esclareçam "as circunstâncias, o cenário e as considerações que levaram a este resultado trágico". Por sua parte, o Exército israelense também lamentou o ocorrido em comunicado no qual destaca, no entanto, que "toda responsabilidade recai sobre as organizações terroristas que utilizam a população civil como escudo humano", lançando seus foguetes de "zonas povoadas". O chefe do Estado-Maior, Dan Halutz, ordenou a formação de uma comissão de especialistas para investigar os fatos.

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