Depois de prender opositores, Chávez ataca EUA e OEA

Depois de prender opositores, Chávez ataca EUA e OEA

Depois da prisão de políticos opositores e do dono de um canal de TV crítico ao seu governo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou-se ontem contra a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e os governos dos EUA e da Colômbia. O endurecimento do discurso de Chávez coincide com a queda de sua popularidade e a proximidade das eleições legislativas na Venezuela, marcadas para setembro.

REUTERS E AP, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

Chávez qualificou a OEA de "cadáver insepulto" e "símbolo deste império (americano) que se vai". Segundo ele, a organização "só serve para atacar seus países-membros".

Ele disse também que a secretária de Estado americano, Hillary Clinton, "ainda se acha a dama imperial e crê que os EUA são os donos deste continente".

Chávez acusou ainda a Colômbia de desestabilizar a região e "desrespeitar a Venezuela e o Equador".

A onda de ataques veio um dia depois de a polícia ter detido Guillermo Zuloaga, dono do canal de TV Globovisión.

Ele foi preso num aeroporto do noroeste do país, quando tentava embarcar para a ilha caribenha de Bonaire, onde passaria o feriado da Semana Santa.

Zuloaga foi libertado horas depois, mas será julgado por criticar Chávez num seminário da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), realizado no domingo, em Aruba.

A prisão de Zuloaga ocorreu três dias depois de outro opositor, Oswaldo Álvarez Paz, ter sido preso por declarações feitas no dia 8, num programa de debates da Globovisión.

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