AP Photo/Michael Perez
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Depois de protestos na Filadélfia, Walmart tira armas e munições das prateleiras em lojas físicas

Uma porta-voz da empresa disse que a medida foi tomada como 'precaução' devido a 'alguns distúrbios civis isolados' registrados nos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2020 | 04h36

NOVA YORK - O gigante varejista americano Walmart removeu armas e munições das prateleiras de suas lojas físicas nos Estados Unidos após os tumultos na Filadélfia nesta semana, disse uma porta-voz da empresa nessa quinta-feira, 29. A gigante do varejo continuará vendendo os itens aos consumidores que os solicitarem, mas os manterá fora da exposição.

Uma loja da rede, localizada no bairro de Port Richmond, foi saqueada e vandalizada na noite de terça-feira. Populares invadiram a loja e roubaram grandes quantidades de mercadorias enquanto protestos pela morte do jovem Walter Wallace Jr. tomavam as ruas da cidade. Relatos da imprensa americana apontam ainda que vândalos quebraram tubulações de água da loja, causando um alagamento e danificando produtos.

As armas e munições são vendidas em cerca de metade das lojas americanas, principalmente em locais onde a caça é popular, disse a porta-voz da empresa.

"Vimos alguns distúrbios civis isolados e, como fizemos em várias ocasiões nos últimos anos, removemos nossas armas de fogo e munições do local de vendas como uma precaução para a segurança de nossos associados e clientes", disse. E completou: "Esses itens ainda estão disponíveis para compra dos clientes".

A mudança ocorre depois que a Filadélfia anunciou um toque de recolher noturno na quarta-feira, 28, depois de duas noites de protestos pelo assassinato de Wallace Jr., que se tornou o último cidadão afro-americano a ser morto pela polícia. As mortes anteriores de George Floyd, Breonna Taylor e outros cidadãos negros geraram protestos massivos nos Estados Unidos este ano.

O Walmart adotou uma ação semelhante com relação à venda de armas após a morte de Floyd, em maio. O prefeito da Filadélfia, Jim Kenney, disse que não haveria toque de recolher na noite de quinta-feira, mas encorajou os moradores a "ficarem em casa, a menos que seja necessário viajar"./ AFP

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