Depois de três dias de violência, Congo vive dia de calma

Combatentes leais aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) começaram nesta terça-feira a participar de patrulhas conjuntas com a União Européia (UE) pelas ruas de Kinshasa. Os grupos deixaram os confrontos e passaram para o policiamento depois de três dias de violentos choques nas ruas da capital congolesa.As duas facções começaram a se enfrentar neste domingo, quando os resultados oficiais confirmaram que o presidente Joseph Kabila e o ex-líder rebelde Jean-Pierre Bemba disputariam o segundo turno das primeiras eleições democráticas realizadas no Congo em quase meio século.Pelo menos 31 pessoas morreram nos episódios de violência registrados entre o domingo e a terça-feira, quando a situação começou a se acalmar depois que a União Européia (UE) enviou reforços militares e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu às partes que se entendessem.O primeiro turno das eleições, realizado em 30 de julho, foi vencido por Kabila, com 45% dos quase 17 milhões de votos depositados. Com 20%, Bemba qualificou-se para enfrentar Kabila no segundo turno, previsto para ocorrer em 29 de outubro.A ONU e seus parceiros gastaram mais de US$ 500 milhões nas eleições, estabelecendo mais de 50.000 postos de votação num país do tamanho da Europa Ocidental, mas com poucas estradas pavimentadas.As eleições têm como objetivo encerrar décadas de distúrbios iniciadas em 1960, quando o Congo tornou-se independente da Bélgica. A última eleição pluripartidária para presidente ocorreu em 1961, quando o vencedor foi assassinato e militares assumiram o poder.

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