Hauke-Christian Dittrich/dpa via AP
Hauke-Christian Dittrich/dpa via AP

Deputada alemã critica refugiados nas redes sociais e mensagem é removida graças a nova lei

Beatrix von Storch se queixou de que a polícia de Colônia tenha postado recados de prudência durante as celebrações de ano-novo destinados à população e escritos em alemão e em árabe; para porta-voz do departamento policial, dirigente é culpada do delito de ‘incitação ao ódio’

O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2018 | 11h54

BERLIM - Uma deputada alemã do partido Alternativa para Alemanha (AfD), de extrema direita, teve uma de suas publicações nas redes sociais removida nesta terça-feira, 2, em razão de seu conteúdo contra refugiados. A medida foi permitida graças a uma nova lei em vigor, mas o caso tem provocado debates no país.

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Um porta-voz da polícia de Colônia, que apresentou uma denúncia, afirmou que a deputada Beatrix von Storch é potencialmente culpada do delito de "incitação ao ódio".

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A promotoria da cidade também indicou ter recebido centenas de denúncias particulares pelo mesmo motivo.

Em uma mensagem divulgada no Twitter e no Facebook, a deputada se queixou de que a polícia de Colônia tenha postado mensagens de prudência durante as celebrações de ano-novo destinadas à população e escritas em alemão e em árabe.

"Que diabos se passa neste país? Por que a polícia publica agora mensagens oficiais em árabe?", questionou Beatrix. "Agora se dirige às hordas de homens bárbaros, muçulmanos e estupradores para tentar adulá-los?"

A deputada fazia alusão às agressões sexuais de que foram vítimas inúmeras mulheres em Colônia durante o revéillon de 2016, por parte de jovens imigrantes, um caso que escandalizou o país.

Tanto o Twitter como o Facebook retiraram a mensagem do ar em função de uma nova lei, em vigor a partir de 1.º. de janeiro na Alemanha, que busca punir com maior rigor as declarações que incitam ao ódio nas redes sociais.

O vice-presidente da AfD, Alexander Gauland, criticou uma "legislação liberticida". Beatrix von Storch denunciou "o fim do Estado de direito na Alemanha". / AFP

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