Deputada americana será transferida para centro de reabilitação

Gabrielle Gifford foi atingida por um tiro na cabeça durante comício em Tucson

Efe

19 de janeiro de 2011 | 18h38

WASHINGTON - A congressista democrata Gabrielle Giffords se recupera gradualmente do grave ferimento sofrido no tiroteio em Tucson (Arizona) e será transferida na sexta-feira para um centro de reabilitação em Houston (Texas), segundo sua mãe.

 

"Há uma equipe de especialistas trabalhando nisso, entre eles cirurgiões militares que se especializaram em ferimentos de bala na cabeça. Querem começar uma reabilitação agressiva imediatamente", escreveu a mãe de Gabrielle, Gloria, em um e-mail enviado a amigos e publicado nesta quarta-feira, 19, pela rede "CNN".

 

O hospital no qual a congressista está internada, o Centro Médico Universitário de Tucson, ainda não confirmou a possível transferência.

 

Gabrielle, que no dia 8 de janeiro foi vítima de um tiroteio no qual morreram seis pessoas e outras 14 ficaram feridas, registrou um progresso considerável nos últimos dias, nos quais seu estado passou de "crítico" para "sério".

 

A congressista respondeu positivamente a uma operação no olho, respira sem ajuda de aparelhos e reconhece seu marido, o astronauta Mark Kelly, quando ele a visita.

 

Em uma entrevista à rede local "KVOA", Kelly assegurou na terça-feira que Gabrielle estava preocupada com sua integridade pessoal muito antes de ser ferida no ato público com eleitores realizado em Tucson.

 

"Falamos disso várias vezes. Ela sentia que havia uma possibilidade de passar o que passou, porque tinha havido ameaças contra ela e outros membros do Congresso", disse seu marido.

 

O acusado pelo massacre, Jared Loughner (22 anos), permanece preso sem possibilidade de pagamento de fiança à espera de julgamento e enfrenta, por enquanto, cinco acusações federais.

 

As autoridades que continuam investigando o caso indicaram nesta quarta-feira que Loughner disparou 32 tiros, um a mais do que havia planejado.

 

Além disso, o jovem mostrou a um amigo a arma que usaria no ataque "entre o Natal e o Ano Novo", disse nesta quarta-feira o inspetor chefe do condado de Pima, Richard Kastigar.

 

Depois do massacre, o amigo, que permanece anônimo, falou para seu pai sobre incidente, e este entrou em contato com a Polícia, explicou Kastigar.

Loughner comparecerá novamente perante um juiz federal na próxima segunda-feira em Phoenix (Arizona).

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