AFP PHOTO / US CUSTOMS AND BORDER PROTECTION/HANDOUT
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Deputada democrata compara abrigos de imigrantes a 'campos de concentração' 

Para republicanos, fala de Ocasio-Cortez sobre abrigos de imigrantes ‘menospreza’ os que morreram no Holocausto 

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 21h31

WASHINGTON - A deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez comparou ontem os locais onde são mantidos os imigrantes detidos nos EUA a “campos de concentração”, desatando críticas de republicanos, para quem a declaração menospreza os judeus que morreram no Holocausto

“Os EUA têm campos de concentração na nossa fronteira sul e isso é exatamente o que são”, afirmou a congressista nas redes sociais, depois que vários veículos citaram especialistas afirmando que os centros de detenção para migrantes têm essa estrutura.

Ocasio-Cortez destacou, ao vivo pelo Instagram, que “o fato de os campos de concentração serem uma prática institucionalizada no ‘lar dos livres’ isso é muito perturbador”, declarou, citando um trecho do hino americano, acrescentando ser necessário fazer algo a esse respeito.

Ela ainda disse que “um governo que cria campos de concentração é fascista” e advertiu que não estava utilizando esses termos de forma leviana.

O uso da expressão “campos de concentração” causou comoção nas redes sociais e a congressista republicana Liz Cheney afirmou que as declarações de Ocasio-Cortez eram uma desonra à memória das vítimas do Holocausto e para a própria representante democrata. 

“Por favor @AOC (Ocasio-Cortez), faça-nos um favor e passe alguns minutos lendo sobre a história. Seis milhões de judeus foram exterminados no Holocausto”, afirmou a política.

As detenções de migrantes na fronteira dos EUA com o México somaram 144 mil em maio, atingindo seu máximo em 13 anos. Tratam-se, na maioria – embora não exclusivamente – de centro-americanos que fogem da violência e da pobreza.

O presidente Donald Trump transformou a luta contra a imigração ilegal em um tema central de seu governo e ele trava uma queda de braço com o Congresso para tentar construir um muro na fronteira. / AFP 

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