Deputada opositora acusada de planejar um golpe depõe em Caracas

Corina, que teve o mandato cassado, afirmou que se o governo prendê-la estará dando a prova de ter instalado uma ditadura

O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2014 | 14h54

CARACAS - A deputada venezuelana cassada María Corina Machado afirmou nesta segunda-feira, 16, que se o governo decidir prendê-la estará dando a prova de ter instalado uma ditadura no país. A opositora está no Ministério Público para depor sobre um suposto plano contra o presidente Nicolás Maduro.

"Não podem me prender porque isso seria a prova final de uma ditadura agonizante", disse Corina, que chegou no ministério acompanhada pela mulher do líder opositor Leopoldo López, Lilian Tintori. López está preso há quatro meses e no dia 5 foi indiciado por crimes de dano ao patrimônio público, associação para delinquir, incêndio e incitação ao crime.

Corina entrou no ministério aplaudida por partidários e disse que estava ali porque não tem nada a esconder e acredita na verdade. "Eles não podem me prender porque não cometi nenhum crime e porque sou deputada, mas principalmente porque não há sequer uma evidência de que cometi algum crime. Não há totalitarismo que com sua mentira impeça que a verdade se imponha no final."

A opositora foi intimada a comparecer no ministério, junto com outros opositores, para depor sobre o caso aberto pelo governo do crime "contra a independência e segurança da nação". Em maio, o prefeito de Caracas e diretor do Partido Socialista, Jorge Rodríguez, denunciou que Corina fazia parte de um plano para dar um golpe de Estado e matar Maduro. / EFE

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