Héctor Olivares / Twitter
Héctor Olivares / Twitter

Funcionário público morre e deputado fica ferido em ataque a tiros na Argentina; veja vídeo

Ataque, que seria direcionado a Marcelo Yadón, morto na ação, também feriu gravemente o deputado Héctor Olivares, do partido União Cívica Radial - aliada do partido do presidente Mauricio Macri -, tiros foram disparados de carro estacionado em praça

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 09h57
Atualizado 10 de maio de 2019 | 11h01

BUENOS AIRES - Um funcionário público morreu e um deputado federal ficou gravemente ferido nesta quinta-feira, 9, em um ataque a tiros em frente ao Congresso Nacional da Argentina, em Buenos Aires. A polícia ainda investiga o caso, mas colegas do político falam em atentado. Os tiros foram disparados de um carro estacionado na região (veja o vídeo abaixo).

Marcelo Yadón, de 58 anos, coordenador do Fundo Fiduciário do Transporte Elétrico da Província de La Rioja, noroeste do país, chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O deputado Héctor Olivares, de 61 anos, do partido União Cívica Radial - aliada do partido do presidente Mauricio Macri -, foi baleado e está internado em estado grave. 

"(Olivares) está em estado grave, corre risco de morrer. Foi realizada uma cirurgia de emergência para evitar sua morte", disse Pablo Rossi, subdiretor do Hospital Ramos Mejía, para onde ele foi levado. O deputado foi ferido na região abdominal e a bala atingiu seu fígado, de seu cólon, de seu pâncreas e as vias biliares. "O cólon esquerdo não foi reparado 100%. Ele será operado novamente entre 24 a 48 horas", completou o médico.

O presidente Macri prometeu que o caso será investigado profundamente para identificar e determinar as motivações do atirador. "Quero dizer aos argentinos que a polícia já está trabalhando no caso e que vamos até as últimas consequências para entender o que aconteceu e encontrar os culpados", afirmou, ao enviar condolências para as famílias das vítimas. Membros de todos o espectro político repudiaram o ataque.

De acordo com a ministra de Segurança, Patricia Bullrich, o alvo do ataque foi Yadón. "Os responsáveis atiraram com o objetivo de atingir Yadón e conseguiram matá-lo. Eles poderiam ter assassinado Olivares, mas não o fizeram", disse. 

Em entrevista, a ministra divulgou o vídeo do momento do ataque, capturado por uma câmera de vigilância. As imagens mostram os dois caminhando quando são atingidos por dispars a curta distância ao passarem ao lado do veículo que estava estacionado na praça na frente do Legislativo.

Os investigadores tentam determinar se Yadón teria sido alvo do ataque por suas atividades antes de chegar a um cargo público - ele era empresário do ramo de transportes. "Os assassinos já foram identificados. Precisamos encontrá-los e prendê-los", disse Patricia.

Reação

"Atiraram em um ato premeditado", afirmou o deputado José Cano à emissora TN. "A informação que temos é que o carro estacionou meia hora antes e ficaram esperando. Ele (Olivares) tinha o hábito de sair para caminhar por esse lugar todos os dias ao lado de Yadón", explicou.

O ataque aconteceu por volta das 7h, quando atiradores abriram fogo de dentro de um automóvel contra Olivares e Yadón enquanto os dois caminhavam pela praça localizada em frente ao Congresso.  O local é monitorado 24 horas por uma grande quantidade de câmeras e é comum a presença de policiais.

Olivares integra a comissão de Legislação Penal da Câmara e trabalhava, entre outro projetos, em um relacionado à violência no futebol. "Quero acreditar que se trata de um erro. Olivares é um produtor agropecuário, homem de bem, de família. Estamos muito mal", afirmou o senador por La Rioja, Julio Martínez, ao canal TN. 

Nesta quinta, ele aguardava a chegada de Olivares a Chilecito, em La Rioja, onde iria dar uma palestra, conforme estava programado em sua agenda. "Claramente foi um atentado. Não se trata de roubo", disse Martínez. / AFP

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