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Deputado chavista é morto a facadas e Caracas diz que crime foi 'encomenda'

O deputado venezuelano Robert Serra, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, do presidente Nicolás Maduro), e sua companheira, María Herrera, foram mortos a facadas na noite da quarta-feira, dentro da casa do parlamentar, em uma região popular da zona oeste de Caracas. Ontem, o ministro do Interior, Justiça e Paz Miguel Rodríguez Torres qualificou o crime como uma "macabra encomenda".

CARACAS, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2014 | 02h01

"Não se trata de um fato ao acaso, cometido pela delinquência comum. Estamos diante de um homicídio intencional, planejado - e executado com grande precisão", declarou o ministro, afirmando que a ação criminosa teria se consumado num intervalo de 15 a 20 minutos.

De acordo com a imprensa venezuelana, Serra teria recebido dezenas de facadas - algumas fontes falam em 60.

Rodríguez afirmou que os homicídios ocorreram por volta das 22h30 locais (zero hora de ontem, em Brasília). Segundo o ministro, o corpo do deputado foi encontrado no andar de cima da residência e o de sua companheira, no térreo. "Foi um assassinato vil", disse, pedindo calma aos militantes do PSUV. Rodríguez prometeu que as autoridades venezuelanas solucionarão o caso "no curto prazo" e pediu que a oposição venezuelana "não converta esse acontecimento em um show midiático".

Em 2012, um segurança do deputado, Alexis Barreto, foi encontrado morto, baleado na cabeça, no Monte Ávila, em Caracas. Nada tinha sido roubado da vítima - e o caso ainda não foi solucionado.

Após a divulgação da morte do parlamentar, líderes governistas e opositores condenaram veementemente o homicídio. "Dor imensa nos invade com o assassinato de Robert Serra, líder bolivariano e chavista. Que Deus te eleve à sua glória", escreveu no Twitter presidente venezuelano. "Morreu um filho da pátria. Vamos encontrar os culpados, teremos justiça", tuitou o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Diosdado Cabello.

O líder da oposição Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda, também expressou no Twitter sua reprovação. "A morte de qualquer venezuelano merece nosso mais enérgico rechaço. É clamor nacional que se acabe a violência. Paz à alma do deputado Robert Serra", tuitou. A ex-deputada opositora María Corina Machado, destituída do cargo em março, enviou "condolências aos parentes e amigos" dos mortos.

O índice de homicídios na Venezuela fica entre 39 e 79 a cada 100 mil habitantes, respectivamente segundo registros do governo e de ONGs. De acordo com a ONU, são registrados 53 homicídios a cada 100 mil habitantes no país, o que o torna o segundo mais violento do mundo, atrás somente de Honduras, que tem 90,4 homicídios a cada 100 mil habitantes. / AFP, REUTERS e EFE

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