Deputado democrata quer serviço militar obrigatório

Os americanos teriam que se alistar no Exército após fazer 18 anos, se for aprovada uma lei que será proposta por um deputado no ano que vem. A informação é do site da rádio americana Talk Radio 570 Klif. O deputado por Nova York Charles Rangel disse, neste domingo, acreditar que sua idéia é uma forma de impedir que políticos iniciem guerras. "Eu não tenho nenhuma dúvida de que esse presidente e sua administração nunca teriam invadido o Iraque, ainda mais com as fracas evidências apresentadas no Congresso, se houvesse um serviço militar obrigatório, e membros do Congresso e da administração tivessem que pensar que suas crianças, das suas comunidades, seriam colocadas num caminho perigoso", afirmou Rangel. Rangel, um veterano da guerra da Coréia que havia apoiado tal legislação anteriormente, alega que o Exército totalmente voluntário coloca o fardo da guerra sobre as minorias e as famílias de baixa renda. O deputado disse que irá propor uma medida no início de 2007. Enquanto ele afirma estar convencido de sua proposta, há pouco apoio evidente entre o público e os legisladores para tal causa. Em 2003, Rangel propôs uma lei que obrigaria o serviço militar para pessoas entre 18 e 26 anos. A proposta foi derrotada por 402 a 2 no ano seguinte. Este ano, ele ofereceu uma plano de mandato militar para pessoas entre 18 e 42; não chegou a lugar algum, em um Congresso dominado por republicanos. Os democratas irão controlar a Casa e o Senado a partir de janeiro, após a vitória na eleição de sete de novembro. Em um momento em que os legisladores querem que o Exército envie mais tropas ao Iraque, "eu não vejo como alguém pode apoiar a guerra, e não apoiar o serviço obrigatório", diz Rangel, que também propôs o alistamento em janeiro de 2003, antes da invasão americana ao Iraque. "Acho que agir assim é tão hipócrita". A senadora Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, e coronel da reserva das forças aéreas, diz concordar que os EUA não tem número suficiente de militares. "Acho que podemos fazer isso com um serviço militar totalmente voluntário. Se não pudermos, aí olharemos para outra opção", disse Graham.

Agencia Estado,

20 Novembro 2006 | 11h56

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