Aaron Favila/AP
Aaron Favila/AP

Deputado entra com pedido de impeachment de presidente das Filipinas

Processo dificilmente avançará porque presidente conta com maioria no parlamento

O Estado de S.Paulo

16 de março de 2017 | 04h32

MANILA - O deputado filipino Gary Alejano apresentou nesta quinta-feira, 16, na Câmara dos Representantes a primeira solicitação de um processo de impeachment do presidente Rodrigo Duterte por sua suposta implicação em assassinatos e outros crimes.

O documento, divulgado à imprensa pelo congressista opositor, pede a inabilitação do mandatário por "violação culpável da Constituição, traição da confiança pública, subornos e outros crimes".

Esta é a primeira tentativa de iniciar um processo de impeachment contra o atual presidente filipino desde que ele assumiu o cargo, em junho do ano passado.

A moção tem poucas probabilidade de prosperar já que dos 292 membros do parlamento, ao menos 267 são aliados de Duterte. Além disso, ele segue gozando de um amplo apoio popular entre os filipinos, em meio a uma severa política antidrogas.

Alejano, cujo partido apoia os militares que tentaram um golpe de Estado em 2003, assegurou que "as ações e atuações do presidente constituem as bases adequadas para o processo de destituição de um mandatário".

As supostas irregularidades estariam relacionadas, segundo o portal Rappler, com os "esquadrões da morte" de Davao quando Duterte era prefeito desta cidade, localizada no sul do país. Há também as 7 mil execuções de pessoas ligadas ao tráfico de drogas.

A solicitação do deputado será enviada ao presidente da Câmara e este a remitirá a um comitê que vai decidir se existe fundamento na denúncia.

A petição foi feita após duas pessoas que se identificaram como ex-membros dos "esquadrões da morte" de Davao acusarem publicamente Duterte de organizar assassinatos de supostos delinquentes e opositores. / EFE

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